
Lisboa, 19 set 2025 (Lusa) – O ministro Adjunto e da Reforma do Estado, Gonçalo Matias, afirmou hoje, em Lisboa, que a “interoperabilidade é um objetivo fundamental” e que é possível “conciliar interoperabilidade com privacidade”.
O governante defendeu que é possível integrar a interoperabilidade dentro do Estado sem comprometer a privacidade dos cidadãos, referindo-se ao envio de documentos para as instituições públicas.
O ministro pretende eliminar a necessidade de enviar o mesmo documento mais do que uma vez para o Estado, promovendo a sinergia entre as diferentes instituições estatais.
“Só com interoperabilidade é que nós conseguimos cumprir o princípio só uma vez […] e é muito difícil de cumprir, porque os vários departamentos do Estado não têm sistemas informáticos que comuniquem entre si”, disse em declarações aos jornalistas à margem de almoço-debate promovido pela AmCham Portugal – Câmara de Comércio Americana em Portugal, em Lisboa.
“É claro que a privacidade, o respeito pelos dados pessoais é uma preocupação que temos, mas outros países, como é o caso da Estónia, como é o caso da Dinamarca, garantem interoperabilidade cumprindo e assegurando a privacidade dos cidadãos”, acrescentou.
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