
Jerusalém, 27 out 2022 (Lusa)- O governo de Israel aprovou hoje um acordo fronteiriço histórico com o LÃbano durante uma reunião extraordinária do Conselho de Ministros, anunciou o gabinete do primeiro-ministro em funções Yair Lapid. Â
“O governo de Israel acaba de aprovar o acordo sobre a fronteira marÃtima entre Israel e o LÃbano”, disse o gabinete de Lapid.
“Não é todos os dias que um paÃs inimigo reconhece o Estado de Israel através de um acordo escrito e perante a comunidade internacional”, disse Lapid durante a reunião do governo israelita, destacando que o pacto é um marco em matéria de “segurança, economia e energia”.Â
O acordo de demarcação de fronteiras marÃtimas com o LÃbano vai ser assinado ainda hoje numa cerimónia oficial no sul do LÃbano.
A aprovação, por parte do Executivo de Israel, marca a última etapa do processo antes da assinatura final do pacto.
O presidente do LÃbano, Michel Aoun, aprovou hoje de manhã o acordo, no Palácio Presidencial em Beirute, na presença de Amos Hochstein, mediador norte-americano, que geriu negociações “indiretas” entre os dois paÃses – que não mantêm relações diplomáticas.Â
Mais tarde, os representantes dos dois governos vão deslocar-se à cidade fronteiriça de Nagoura, em território libanês, onde está instalada a sede da Força Provisória das Nações Unidas no LÃbano (FINUL), para a assinatura definitiva do acordo.Â
O pacto representa a primeira demarcação de fronteiras marÃtimas entre os dois paÃses e acaba com um longo diferendo relacionado com zonas ricas em gás no Mediterrâneo.
As negociações que começaram este ano prolongaram-se durante vários meses.Â
A zona marÃtima em questão consiste em 860 quilómetros quadrados de mar sobre as jazidas de gás de Karish e Qana.Â
O acordo permite a Israel a exploração da jazida de Karish e ao LÃbano a exploração da zona de Qana.Â
Hoje, a empresa Energean anunciou que já começou a extrair gás de Karish, sendo que a companhia TotalEnergies já foi destacada para a exploração na jazida de Qana.Â
O acordo alcançado e firmado hoje ocorre menos de uma semana antes das eleições gerais em Israel e a poucos dias do prazo constitucional para a eleição do novo chefe de Estado do LÃbano.
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