
Londres, 25 jun 2023 (Lusa) — O primeiro-ministro britânico afirmou hoje que o governo tem “um plano que vai funcionar” para baixar a inflação de 8,7% no Reino Unido, apoiando o Banco de Inglaterra na subida das taxas de juro para 5%.
Numa entrevista à BBC, Rishi Sunak foi questionado sobre a última medida do Comité de PolÃtica Monetária do Banco de Inglaterra, que anunciou, na quinta-feira, um aumento de meio ponto nas taxas de juro para o nÃvel mais elevado desde 2008.
“Acredito que o historial do Banco de Inglaterra, incluindo o do governador [Andrew Bailey], durante um longo perÃodo de tempo, tem sido apoiado por uma gestão adequada da inflação e as pessoas devem estar confiantes de que esta descerá para o objetivo [de 2%]”, indicou.
O primeiro-ministro britânico reiterou que o banco tem o seu “apoio total” e frisou que “não há alternativa à redução da inflação”, que se encontra em “nÃveis historicamente elevados”, de acordo com a Agência de EstatÃsticas Nacionais (ONS, sigla em inglês).
O presidente do Conselho de Administração admitiu que a decisão de aumentar as taxas de juro foi difÃcil e “pouco popular”, embora tenha dito que “é a coisa certa para o paÃs a longo prazo”.
“Nunca disse que não ia ser difÃcil, mas quero garantir à s pessoas que temos um plano, que o plano vai funcionar e que vamos ultrapassar isto”, referiu Sunak, reiterando que “as taxas de juro são uma consequência da inflação elevada”.
Neste sentido, o lÃder do partido conservador deu ainda nota de que “devemos ter muito claro que o que prejudica os cidadãos, o que causa desafios na sua vida quotidiana e nos seus orçamentos, é a inflação”.
Considerando os últimos indicadores económicos, os analistas previram que as taxas atingiriam 6% no inÃcio de 2024 — que seria o nÃvel mais alto das duas últimas décadas – o que, por sua vez, desencadeou receios quanto à s consequências do aumento do custo das hipotecas no paÃs.
O Instituto de Estudos Fiscais do Reino Unido (IFS), um influente grupo de reflexão britânico, alertou para o facto de o aumento das taxas de juro poderem fazer com que cerca de 1,4 milhões de britânicos, com hipotecas, percam 20% do seu rendimento disponÃvel.
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