
Londres, 03 ago 2024 (Lusa) – O Governo britânico apelou hoje aos seus cidadãos para que abandonem o LÃbano “agora” “enquanto as ligações comerciais estiverem disponÃveis”, num contexto de receio crescente de uma nova escalada militar entre Israel e o Hezbollah libanês.
“As tensões são elevadas e a situação pode deteriorar-se rapidamente (…). A minha mensagem para os cidadãos britânicos é clara: saiam agora”, declarou o ministro britânico dos Negócios Estrangeiros, David Lammy.
A Embaixada dos Estados Unidos no LÃbano também instou hoje os seus cidadãos a abandonar o paÃs, com “qualquer bilhete de avião disponÃvel”, face aos receios crescentes de uma guerra total entre Israel e o Hezbollah libanês.
Apesar das suspensões e cancelamentos de voos para Beirute, capital do paÃs, “as opções de transporte comercial para sair do LÃbano continuam disponÃveis”, afirmou a embaixada, em comunicado citado pela AFP.
“Encorajamos aqueles que desejam deixar o LÃbano a reservar qualquer bilhete disponÃvel, mesmo que esse voo não parta imediatamente ou siga a rota da sua escolha”, refere a mesma nota.
Os receios de uma conflagração regional aumentaram hoje no Médio Oriente, onde os Estados Unidos reforçaram as suas forças militares, na sequência do assassÃnio atribuÃdo a Israel do lÃder do Hamas e da morte, num ataque israelita, de um alto responsável do Hezbollah, que Teerão e o movimento libanês prometeram vingar.
No sábado, a Suécia anunciou o encerramento da sua embaixada em Beirute, depois de ter aconselhado milhares de cidadãos a abandonar o paÃs, e a França apelou aos seus cidadãos que visitam o Irão para que partam “o mais rapidamente possÃvel”.
De acordo com uma fonte de segurança libanesa, um membro do Hezbollah foi morto hoje num ataque de um “drone israelita” a um veÃculo no sul do LÃbano.
O ataque perpetrado a 07 de outubro de 2023 pelo Hamas a partir de Gaza contra o sul de Israel causou a morte a cerca de 1.200 pessoas, na sua maioria civis, segundo uma contagem da agência de notÃcias France-Presse (AFP) baseada em dados oficiais israelitas. Das 251 pessoas raptadas na altura, 111 continuam detidas em Gaza, 39 das quais morreram, segundo o exército.
A ofensiva israelita lançada em resposta em Gaza custou até agora 39.550 vidas, segundo dados hoje atualizados pelo Ministério da Saúde do Governo de Gaza, que não deu qualquer indicação sobre o número de civis e combatentes mortos.
CCM (MPE/JSD) // MAG
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