
Coimbra, 13 jul 2026 (Lusa) – O ministro-Adjunto e da Reforma do Estado, Gonçalo Matias, disse hoje, em Coimbra, que a meta de 100% dos serviços digitais será antecipada para 2029, considerando que é um objetivo alcançável.
“TÃnhamos o objetivo até 2030, mas com um esforço vamos conseguir reduzir em alguns meses e vamos alcançar 100% dos serviços digitais”, afirmou aos jornalistas Gonçalo Matias.
A antecipação da data para o final do mandato do Governo foi avançada pelo ministro na sua intervenção por ocasião da inauguração do Espaço Cidadão no Instituto Português de Oncologia (IPO) de Coimbra, que contou com a presença da ministra da Saúde, Ana Paula Martins, da presidente do IPO de Coimbra, Margarida Ornelas, bem como da presidente da Câmara de Coimbra, Ana Abrunhosa, e do presidente da Agência para a Reforma Tecnológica do Estado (ARTE), Manuel Dias.
“É um objetivo alcançável. Outros paÃses europeus já o conseguiram”, sublinhou.
Gonçalo Matias defendeu que a digitalização dos serviços “é muito importante, porque também traz humanização”, exemplificando com o espaço hoje inaugurado no IPO de Coimbra.
“É só porque temos serviços digitais que conseguimos abrir no IPO de Coimbra um Espaço do Cidadão, que vai permitir à s pessoas, muitas delas com doenças, com vulnerabilidades, tratarem das suas questões com o Estado sem terem que se deslocar”, justificou.
Até ao final do ano, acrescentou, o Governo pretende disponibilizar 1.200 Espaços Cidadão em todo o paÃs.
O ministro adiantou que o Governo está a ultimar a Lei da interoperabilidade, que “vai ser um diploma fundamental”, que permite que “os serviços públicos possam ter informação cruzada e possam fluir informação”, evitando que os cidadãos tenham de se deslocar a vários serviços.
“O grande objetivo neste esforço de digitalização, e com a interoperabilidade, é garantir que falamos a uma voz. O Estado é só um”, referiu.
Já na sua intervenção, a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, afirmou que a abertura do Espaço Cidadão no IPO de Coimbra é “afirmar uma forma diferente” de servir os cidadãos.
“Tudo o que o Estado possa fazer para simplificar a vida das pessoas deixa de ser um detalhe administrativo, para passar a ser uma resposta concreta à s suas necessidades”, defendeu.
Para Ana Paula Martins, a transformação digital “só faz sentido quando aproxima os serviços das pessoas, reduz desigualdades e garante que ninguém fica para trás”.
“Os Espaços Cidadão são um excelente exemplo desta transformação feita com humanidade, onde se combina a inovação tecnológica com atendimento personalizado e promovemos, ao mesmo tempo, a inclusão e a literacia digital”, referiu.
A ministra sublinhou ainda o percurso do IPO de Coimbra ao longo de seis décadas, reconhecido em Portugal e na Europa, notando que é também “uma das instituições que vive um dos maiores ciclos de investimento da sua história”.
“A requalificação do edifÃcio de Cirurgia e Imagiologia, juntamente com as intervenções complementares necessárias para garantir a continuidade da atividade assistencial, são um investimento superior a 40 milhões de euros, maioritariamente financiado por fundos europeus, que se juntam mais 33 milhões de euros de investimento apoiado pelo PRR [Plano de Recuperação e Resiliência] para reforçar a capacidade tecnológica do instituto, que tanto precisava”, indicou.
Segundo Ana Paula Martins, o IPO de Coimbra, mesmo durante o perÃodo de obras, continuou “a aumentar a sua atividade assistencial” e apresenta hoje “dos melhores indicadores nacionais de acesso e de resposta aos doentes”.
MYME//PSC
Lusa/Fim



