
Lisboa, 01 jun (Lusa) – O governador do Banco de Portugal criticou hoje as medidas que Bruxelas obriga os bancos a tomar quando recorrem a ajudas de Estado, por ser uma interferência sobre o setor, considerando mesmo que os paÃses do Sul ficam prejudicados.
“Foi uma coisa a que me opus desde sempre. Desde o primeiro dia em que entrou cá a Direção-geral da Concorrência [da Comissão Europeia] que acho ilegÃtimo e inadmissÃvel que se faça polÃtica setorial a pretexto de ajudas de Estado”, disse Carlos Costa numa conferência, em Lisboa, sobre regulação e supervisão bancária.
Segundo o responsável pelo banco central, aquando do inÃcio da crise financeira houve apoios aos bancos “sem limites” de ajudas de Estado e só mais tarde é que começou a ser exigido um “quadro disciplinar” a essas instituições até se chegar à situação que existe hoje, em que para Bruxelas aceitar que o Estado conceda apoio financeiro aos bancos as instituições tem que proceder a reestruturações. Assim, considera Carlos Costa, há “uma polÃtica setorial a pretexto de [imposição] de remédios”.



