Gostaria que órgão de supervisão da Lusa tivesse composição diversificada – Felisbela Lopes

Lisboa, 30 set 2026 (Lusa) – A professora catedrática do Instituto de Ciências Sociais (Universidade do Minho) Felisbela Lopes defendeu hoje que gostaria que o órgão de supervisão da Lusa tivesse uma composição diversificada, referindo que a empresa é muito importante para o país.

“Gostaria muito que o órgão de supervisão [da Lusa] tivesse uma composição diversificado, só assim faz sentido”, afirmou a académica no painel “Serviço Público de Media na era da revolução digital”, no âmbito da Conferência 40 anos de Lusa “Democracia e Desinformação: Desafios dos Media e do Serviço Público na Era Digital”, que decorre no Centro Cultural de Belém (CCB), em Lisboa.

Felisbela Lopes salientou que as agências de notícias têm uma “posição estrutural” nos ecossistemas mediáticos, são as principais fontes, mas “algo invisíveis”.

Além disso, “não são simples fornecedores de informação, têm papel importante de mediadores de informação”, prosseguiu.

A académica salientou que é preciso repensar estruturas e órgãos de governação: “Ainda vamos a tempo”.

A Lusa, acrescentou, “é extremamente importante” para o país, “é estruturante”.

Mas, “só ganha força este serviço público de agências se tiver linhas fundacionais muito claras para todos, para que a agência seja de facto de todos”, rematou.

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