
Lisboa, 17 mar 2021 (Lusa) — A Google anunciou hoje que no ano passado bloqueou ou removeu aproximadamente 3,1 mil milhões de anúncios por violarem as suas polÃticas, tendo ainda restringido mais de 6,4 mil milhões de anúncios.
“[Em 2020] bloqueámos ou removemos aproximadamente 3,1 mil milhões de anúncios por violarem as nossas polÃticas e restringimos mais de 6,4 mil milhões de anúncios”, refere a Google em comunicado, lembrando que em 2020 as suas polÃticas e respetiva aplicação foram postas à prova no contexto da pandemia global.
O número de anúncios bloqueados ou removidos representou “um salto face aos 21 milhões em 2019”, precisou.
Segundo os dados avançados pela Google, em 2020 foram bloqueados mais de 99 milhões de anúncios relacionados com a covid-19, incluindo os anúncios de curas milagrosas, de máscaras N95 devido à escassez de oferta, e, mais recentemente, às doses falsas de vacinas.
“[Em 2020] decorriam várias eleições no mundo e continuava a luta contÃnua contra maus atores que procuravam novas maneiras de tirar partido das pessoas ‘online’. Milhares de Googlers trabalharam exaustivamente para oferecer uma experiência segura aos utilizadores, criadores, ‘publishers’ e anunciantes. Adicionámos ou atualizámos mais de 40 polÃticas para anunciantes e ‘publishers'”, refere.
A Google acrescenta que em 2021 se marca uma década do lançamento do relatório anual ‘Ads Safety Report’, que mostra o trabalho realizado para evitar o uso malicioso das plataformas de anúncios.
“Mostrar as formas como evitamos violações de polÃticas no ecossistema de anúncios sempre foi uma prioridade e este ano estamos a partilhar mais dados do que nunca”, sublinha.
Foi também recentemente lançado um programa de verificação de identidade do anunciante.
“Atualmente, estamos a verificar anunciantes em mais de 20 paÃses e começámos a partilhar o nome e a localização do anunciante através da nossa funcionalidade Porquê este anúncio, para que as pessoas saibam quem está por trás de um anúncio especÃfico e possam, assim, tomar decisões com base em mais informação”, refere.
A Google vai também continuar a investir na tecnologia de deteção automatizada para fazer uma análise mais eficaz na Internet para verificar a conformidade dos ‘publishers’ com as polÃticas em escala.
Com a subida do número de casos covid-19 no inÃcio deste ano, a Google passou a aplicar uma polÃtica de eventos sensÃveis para evitar comportamentos, tais como o aumento de preços em produtos de muita procura, como o desinfetante para as mãos, máscaras e produtos de papel, ou anúncios que promovam curas falsas.
“À medida que Ãamos aprendendo mais sobre o vÃrus e as organizações de saúde emitiram novas orientações, evoluÃmos a nossa estratégia de aplicação para começar a permitir que os prestadores de serviços médicos, organizações de saúde, governos locais e empresas confiáveis apresentassem atualizações crÃticas e conteúdo oficial, evitando o abuso oportunista”, refere.
“Além disso, à medida que as reivindicações e as conspirações sobre a origem e disseminação do coronavÃrus circulavam ‘online’, lançámos uma nova polÃtica para proibir anúncios e conteúdo monetizado sobre a covid-19 ou outras emergências de saúde global que contradissesse o consenso cientÃfico”, acrescenta.
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