
Porto, 03 mai 2026 (Lusa) – O ministro da Administração Interna considerou hoje, no Porto, que a GNR está preparada para responder a contextos de elevada exigência operacional através das suas unidades especializadas, mas valorizou também a presença “única” no território nacional.
“A GNR é também uma força preparada para responder a contextos de elevada exigência operacional. Através das suas unidades especializadas afirma uma capacidade robusta de intervenção, com elevados nÃveis de preparação e profissionalismo. Conheço muito bem estas estruturas pelo meu passado. Capacidade que se traduz na manutenção seja da ordem pública, seja na investigação criminal, seja na resposta a incidentes crÃticos e na atuação em cenários altamente complexos”, declarou LuÃs Neves.
No seu discurso durante as cerimónias de celebração dos 115 anos de existência da GNR, o ministro declarou que assinalar estes 115 anos da GNR é “reconhecer uma força que acompanha a história contemporânea do paÃs e que soube evoluir, adaptando-se sempre à s exigências de cada tempo sem nunca perder a sua identidade, o seu marco”.
LuÃs Neves considerou que a GNR construiu uma presença “única e contÃnua” no território nacional, “próxima, muitas vezes discreta, mas sempre determinante”.
O ministro destacou que em grande parte do paÃs, sobretudo no interior de Portugal, a Guarda é o primeiro e por vezes o único rosto visÃvel do Estado.
“É essa presença que garante não apenas segurança, mas também confiança. Uma confiança que se constrói na regularidade do contacto, no conhecimento das nossas comunidades e na capacidade de antecipar problemas. Esta relação de proximidade [da GNR] tem uma dimensão profundamente humana que vos reconheço há muito tempo, desde sempre. Está no acompanhamento dos idosos isolados, na atenção à s situações de maior fragilidade, na identificação de risco social que exigem intervenção pronta. Está no conhecimento do território e das pessoas, do nosso povo, que permite uma atuação mais eficaz e mais próxima”.
LuÃs Neves mostrou-se grato e feliz pela presença do Presidente da República nas cerimónias dos 115 nos da GNR.
“A presença (…) confere a esta celebração um significado institucional particularmente relevante. É o reconhecimento do mais alto magistrado da nação a uma instituição que tem servido Portugal com dedicação, disciplina e sentido de missão”, disse, acrescentando que estavam todos “muito felizes” com a presença de António José Seguro na cerimónia.
O Presidente da República saudou hoje o esforço no cumprimento da missão da GNR que celebra 115 anos de existência e condenou as agressões a militares da GNR, referindo que são sinais de erosão numa sociedade democrática.
António José Seguro dirigiu-se aos militares valorizando a forma como garantem a segurança nacional, designadamente nos incêndios de agosto do ano passado, e lembrou que a existência de agressões a estes elementos é um sinal de erosão numa sociedade democrática.
O Comandante-Geral da GNR, Rui Veloso, alertou, por seu lado, que a segurança reconhecida em Portugal não é “imutável” e exige “visão estratégica”, “inteligência” e “determinação” para combater redes criminosas, novas formas de violência e a desinformação.
CCM // JMC
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