
Milão, Itália, 12 dez 2024 (Lusa) — Os lÃderes do G7 garantiram hoje que apoiarão “plenamente” um futuro governo sÃrio, desde que o processo de transição na sequência do derrube do regime de Bashar al-Assad seja no sentido de “uma governação credÃvel, inclusiva e não sectária”.
“Nós, os lÃderes do Grupo dos Sete (G7), reafirmamos o nosso empenhamento para com o povo da SÃria e damos o nosso pleno apoio a um processo de transição polÃtica inclusivo, liderado pela SÃria e detido por este paÃs”, lê-se numa declaração hoje adotada pelos lÃderes de Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido, e divulgada pela presidência italiana deste grupo informal.
Apelando a todas as partes “para que preservem a integridade territorial e a unidade nacional da SÃria e respeitem a sua independência e soberania”, os lÃderes do grupo que reúne as sete democracias mais industrializadas do mundo dizem-se “prontos a apoiar um processo de transição neste quadro que conduza a uma governação credÃvel, inclusiva e não sectária, que garanta o respeito pelo Estado de direito, os direitos humanos universais, incluindo os direitos das mulheres, a proteção de todos os sÃrios, incluindo as minorias religiosas e étnicas, a transparência e a responsabilização”.
“O G7 trabalhará e apoiará plenamente um futuro governo sÃrio que respeite essas normas e os resultados desse processo”, asseguram.
Na declaração hoje adotada, o G7 sublinha também “a importância de responsabilizar o regime de Assad pelos seus crimes” e adianta que continuará a trabalhar com outros parceiros “para garantir, declarar e destruir os restantes arsenais de armas quÃmicas da SÃria”.
“Após décadas de atrocidades cometidas pelo regime de Assad, estamos ao lado do povo da SÃria e denunciamos o terrorismo e o extremismo violento em todas as suas formas. Esperamos que qualquer pessoa que procure um papel no governo da SÃria demonstre um compromisso com os direitos de todos os sÃrios, evite o colapso das instituições do Estado, trabalhe na recuperação e reabilitação do paÃs e garanta as condições para o regresso voluntário, seguro e digno à SÃria de todos aqueles que foram forçados a fugir do paÃs”, conclui o comunicado.
Em 27 de novembro, uma coligação de grupos da oposição liderados pela organização radical islâmica Hayat Tahrir al-Sham (HTS) lançou uma ofensiva relâmpago e conquistou vastos territórios em cerca de 10 dias, antes de entrar na cidade de Damasco, pondo fim, no passado domingo, ao regime da famÃlia al-Assad.
Para sexta-feira, está prevista uma reunião por videoconferência dos chefes de Estado e de Governo do G7, na qual será analisada a situação na SÃria, mas também no Médio Oriente e na Ucrânia.
Esta reunião estava já prevista ainda antes da mudança de poder na SÃria, pois constituirá também o momento de passagem de testemunho da presidência rotativa do G7, que a partir de 01 de janeiro passa a ser exercida pelo Canadá, até final de 2025.
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