
Londres, 25 mar (Lusa) — O fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, voltou hoje a pedir desculpa pelo uso indevido de dados de milhões de utilizadores pela empresa norte-americana Cambridge Analytica, num anúncio publicado em vários jornais do Reino Unido.
“Temos a responsabilidade de proteger a sua informação. Se não podemos fazê-lo, não a merecemos”, afirma o norte-americano Mark Zuckerberg numa carta de desculpas, que ocupa uma página inteira de jornais como o The Observer.
A carta é publicada após o envolvimento do Facebook numa vasta polémica internacional com a empresa Cambridge Analytica, acusada de ter recuperado dados de 50 milhões de utilizadores da rede social, sem o seu consentimento, para elaborar um programa informático destinado a influenciar o voto dos eleitores, favorecendo a campanha de Donald Trump.
Na carta de desculpas, o diretor da rede social admite que faltou à confiança dos utilizadores ao permitir que uma aplicação, desenvolvida pelo professor da Universidade de Cambridge Aleksandr Kogan, coletasse dados para a Cambridge Analytica e lamentou não ter feito “mais sobre isso”.
“Estamos a tomar as medidas necessárias para que isso não aconteça novamente”, refere na missiva, publicada um dia depois de investigadores britânicos terem feito buscas, durante sete horas, à s instalações da Cambridge Analytica em Londres à procura de provas.
Zuckerberg afirma que o Facebook fornecerá aos utilizadores mais informações sobre quem pode aceder aos seus dados.
“Obrigado por acreditarem nesta comunidade, prometo fazer melhor por vocês”, refere o fundador do Facebook, empresa que perdeu mais de 40 milhões de euros do seu valor de mercado desde a divulgação do escândalo.
Na quarta-feira, Zuckerberg tinha já pedido desculpas pelo que aconteceu e estava disposto a depor perante o Congresso dos Estados Unidos, mas o ministro da Cultura britânico considerou a resposta insuficiente.
Nos Estados Unidos, os procuradores de Nova Iorque e de Massachusetts e a Comissão Federal do Comércio anunciaram que vão investigar o caso.
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