Macau, China, 03 dez 2021 (Lusa) – O Fórum de Macau lançou hoje a primeira edição dos guias de investimento dos paÃses de lÃngua portuguesa para ajudar empresas chinesas e do território a investir e desenvolver a cooperação económica sino-lusófona.
“Os novos Guias de Investimento visam fomentar o investimento e o comércio provenientes do setor empresarial do interior da China e Macau nos paÃses de lÃngua portuguesa, para que Macau possa exercer integralmente o seu papel de plataforma”, afirmou, na cerimónia de lançamento, o secretário-geral adjunto do Secretariado Permanente do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os PaÃses de LÃngua Portuguesa (Macau).
Ding Tian disse que estes guias de investimento dos oito paÃses lusófonos (Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e PrÃncipe e Timor-Leste), bilingues (chinês-português), contaram com a estreita colaboração dos delegados dos paÃses no Fórum de Macau e as agências de promoção do investimento de cada paÃs.
Os guias, produzidos pela empresa local Macaulink com a colaboração da empresa portuguesa Ecospheres, apresentam “toda a informação atualizada (…) na ótica dos investidores chineses”, abrangendo “incentivos e benefÃcios” para diferentes setores, “garantias e polÃticas preferenciais para os investidores”, em termos de lei, regulamentos e formalidades, bem como os “regimes fiscais relativos ao processo de investimento”, salientou.
O Fórum de Macau vai continuar a explorar “novas áreas e novos modelos de cooperação entre a China e os paÃses de lÃngua portuguesa, enquanto mecanismo multilateral que visa promover a cooperação económica e comercial sino-lusófona, com benefÃcios recÃprocos, para melhor responder, em conjunto, aos existentes desafios económicos globais”, sublinhou o responsável.
À margem da cerimónia, o coordenador do Gabinete de Ligação e delegado de Cabo Verde junto do Secretariado Permanente do Fórum, Nuno Furtado, considerou que o guia sobre o seu paÃs, além de fornecer informações práticas, contribui para um “maior conhecimento das oportunidades de investimento” em Cabo Verde, dotando os investidores chineses de “um instrumento de orientação fundamental”.
A China estabeleceu a Região Administrativa Especial de Macau como plataforma para a cooperação económica e comercial com os paÃses de lÃngua portuguesa em 2003, ano em que criou o Fórum de Macau.
Este fórum tem um secretariado permanente, reúne-se a nÃvel ministerial a cada três anos e integra, além de um secretário-geral e de três secretários-gerais adjuntos, os oito delegados dos paÃses lusófonos.
Cinco conferências ministeriais do Fórum de Macau foram realizadas no território em outubro de 2003, setembro de 2006, novembro de 2010, novembro de 2013 e outubro de 2016, durante as quais foram aprovados Planos de Ação para a Cooperação Económica e Comercial.
Inicialmente prevista para 2019, a sexta conferência ministerial foi adiada para junho de 2020, devido à pandemia da covid-19, mas não se realizou e continua, até agora, sem data marcada.
EJ // VM
Lusa/Fim



