
Um profundo pulso de ar ártico transformou a paisagem de Niagara Falls num cenário invernal quase surreal, com enormes fachos de gelo a envolverem rochas, railings e trilhos junto às quedas. A formação de gelo é considerada uma das mais espetaculares em muitos anos, um fenómeno que atrai turistas e amantes da natureza às margens do rio.
Apesar das temperaturas extremas, a água continua a cair incessantemente sobre as quedas. O que parece ser um bloco ‘congelado’ é, de facto, a consequência da névoa e do spray lançado pelo rio que, ao entrar em contacto com o ar muito frio, solidifica rapidamente em estruturas de gelo dramáticas.
Especialistas explicam que o volume enorme de água, milhares de litros a descer por segundo, impede que a queda congele por completo. O que a região tem registado são camadas superficiais de gelo e formações espessas junto das margens, criando a ilusão de que as quedas estão paradas.
Esta exibição de gelo está a ser impulsionada por uma vaga de frio que afetou grande parte da América do Norte, empurrando massas de ar polar para sul e instalando-se durante vários dias consecutivos.
Apesar das condições deslumbrantes, as autoridades locais lembram que estar muito próximo do gelo pode ser perigoso. A acumulação nem sempre é estável e superfícies escorregadias representam risco de queda ou ferimentos.
Para quem visita, a experiência deixa um registo fotográfico único: cristais de gelo acumulados em árvores, rochas e passadiços, contrastando com a força contínua do rio. Mesmo em pleno inverno, a vida na fronteira entre Canadá e Estados Unidos continua em movimento, só que agora sob um manto branco e cintilante.
