Forças israelitas reclamam destruição de 600 alvos iranianos

Jerusalém, Israel, 02 mar 2026 (Lusa) — O exército israelita reclamou hoje a destruição de cerca de 600 estruturas do regime iraniano, incluindo alvos relacionados com líderes militares, munições e sistemas de defesa.

“Aproximadamente 600 instalações de infraestruturas terroristas do regime iraniano foram desmanteladas, 2.500 projéteis foram utilizados e cerca de 110.000 reservistas foram mobilizados”, segundo um comunicado das forças de Israel.

Desde o início da operação contra a República Islâmica, no passado fim de semana, os militares israelitas têm vindo a convocar um número crescente de reservistas (70.000 no primeiro dia, atingindo cerca de 110.000 anunciados hoje) para reforçar tanto a defesa aérea como as fronteiras do país.

Entre os 600 alvos mencionados, contam-se 20 alvos destinados a atacar os líderes militares iranianos, 150 mísseis balísticos e 200 sistemas de defesa aérea.

As forças israelitas não deram detalhes sobre os 230 alvos não especificados no comunicado.

Numa declaração à imprensa no domingo, o porta-voz do Exército, Effie Defrin, afirmou que alguns deles incluíam a sede dos serviços de informações iranianos, bem como o quartel-general da Divisão de Operações do regime e o quartel-general da Força Aérea iraniana, incluindo o Comando de Mísseis Balísticos e o Comando de Veículos Aéreos Não Tripulados.

“Antes da campanha, a Direção de Operações conduziu um processo aprofundado de prontidão para o combate ao longo de vários meses”, acrescentou o comunicado, referindo que foi também mantida a coordenação com as forças armadas norte-americanas em relação à evolução da situação nas várias frentes regionais.

No último dia, as Forças de Defesa de Israel “realizaram esforços em múltiplos locais em todas as frentes” e cerca de 30 locais foram visados ??no Líbano até à data, aludindo a alvos do grupo xiita Hezbollah, apoiado por Teerão.

O Exército insistiu que mantém esforços “ofensivos e defensivos” em todas as frentes, após ter vindo a afirmar nos últimos meses que os seus ataques contra países vizinhos tinham um caráter defensivo.

Após o Hezbollah se ter juntado à mais recente crise no Médio oriente, atacando instalações militares no norte de Israel, as forças israelitas lançaram uma campanha de bombardeamentos contra o sul do Líbano, o bairro de Dahye, nos arredores de Beirute, e o leste do Vale do Bekaa.

A campanha de bombardeamentos israelita em curso no Líbano fez 31 mortos e 149 feridos, além de ter provocado uma enorme vaga de deslocados.

O Crescente Vermelho informou hoje que o número de mortos em ataques israelitas no Irão ultrapassou os 555 (com 180 mortos no bombardeamento de uma escola primária feminina na cidade de Minab).

Em Israel, os ataques com mísseis iranianos já provocaram a morte a 10 pessoas.

Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para “eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano”, e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação visa “eliminar ameaças iminentes” do Irão e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, justifica a ação conjunta contra o que classificou como uma “ameaça existencial”.

O Irão já confirmou a morte do ayatollah Ali Khamenei, o líder supremo do país desde 1989 e decretou um período de luto de 40 dias.

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