
Lisboa, 11 out 2022 (Lusa) — As Forças Armadas vão ter valorizações salariais “em linha com o que está a ser feito na administração pública”, negociação que ainda decorre mas que deverá ter mais impacto nas categorias mais baixas, anunciou hoje a ministra da Defesa.
“Sem antecipar muito ainda, porque estão em curso negociações salariais, também nas Forças armadas vamos assistir, em linha com o que está a ser feito na administração pública, a valorizações salariais que são mais expressivas justamente para aqueles que têm menos”, afirmou a governante em audição regimental na Assembleia da República.
Helena Carreiras respondia ao deputado do Chega Pedro Pessanha quanto a medidas para impedir a saÃda de efetivos das Forças Armadas, salientando que para os jovens “não é atrativo” ingressar na carreira militar e que “algo tem que ser feito pelo Governo” para valorizar estas carreiras.
Na resposta, a ministra da Defesa salientou que este é um problema com várias dimensões, mas admitiu que a retenção de efetivos pode passar pela questão dos salários, sem especificar valores.
“Estou confiante que isso vai ajudar a resolver parcialmente este problema (…) também que nos parece importante retomar e avançar no trabalho de revisão do regime remuneratório dos militares, das carreiras dos militares, é algo que fica sinalizado neste Orçamento [para 2023] e que queremos continuar”, acrescentou.
A governante salientou que “do ponto de vista da atratividade não há nenhuma situação dramática” e que o problema está na retenção, adiantando que existem “cerca de 10 mil jovens” que todos os anos se candidatam à s Forças Armadas.
Mais tarde, questionada pelo deputado João Dias, do PCP, sobre os critérios desta valorização salarial, a ministra respondeu: “Estamos ainda a trabalhar e, portanto, não é momento para adiantar e antecipar o que será o resultado final”.
“Certamente haverá situações de valorização expressiva e significativa, sem que isso queira dizer que não estamos preocupados com a necessidade da revisão das carreiras”, frisou.
No Orçamento do Estado para 2023, o Governo prevê uma despesa total consolidada para a Defesa Nacional de 2.584,9 milhões de euros, nos quais se inclui, na categoria de “despesas com pessoal” 1.147,5 milhões.
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