
Caldas da Rainha, Leiria, 03 dez 2024 (Lusa) — A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil anunciou hoje a abertura de um concurso para o reforço da força especial com mais 117 elementos, no âmbito do fortalecimento da resposta nacional e internacional.
O concurso para os elementos da força especial de proteção civil será lançado “a muito breve prazo”, afirmou o presidente da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, José Duarte da Costa, especificando que “serão 117 elementos que vão integrar, corporizar e fortalecer aquilo que é a resposta nacional ao sistema de proteção civil”.
Os futuros elementos da força especial contribuirão para o reforço da resposta no continente e nas regiões autónomas, bem como a nÃvel internacional através do envio de elementos para “a Turquia, o Canadá, o Chile e Espanha”, exemplificou o mesmo responsável.
O lançamento do concurso para o reforço de operacionais foi feito nas Caldas da Rainha, no distrito de Leiria, no âmbito da assinatura de um contrato de aquisição de 47 veÃculos de combate a incêndio rurais, num investimento de 2,2 milhões de euros ao abrigo do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
A cerimónia, presidida pelo ministro da Administração Interna (MAI), José Luis Carneiro, foi ainda marcada pela visita à obra de ampliação das instalações do Comando Sub-regional de Emergência e Proteção Civil do Oeste com o objetivo de “sinalizar três dimensões do investimento público nacional e europeu no fortalecimento das capacidades da proteção civil do nosso paÃs”, disse o governante.
A primeira tinha a ver com a implementação dos comandos sub-regionais de proteção civil, uma meta do PRR que, segundo o MAI, procurou “adequar a resposta da proteção civil à estrutura regional correspondente à s comissões de coordenação e desenvolvimento regionais e, por outro lado, à s comunidades intermunicipais”.
“Essa orientação polÃtica tem por trás de si uma outra orientação, mais duradoura e mais estratégica, que é de dimensão de a proteção civil preventiva estar articulada com a identificação dos riscos e das estratégias de base” com foco os “planos de ação constituÃdos em termos municipais”, explicou José Luis Carneiro.
Sublinhando que “quanto mais capacitados estiverem os subsistemas locais e sub-regionais mais capacitada [estará] a proteção civil no seu todo” o ministro sublinhou que a implementação dos 24 comandos sub-regionais “foi uma das mais importantes mudanças feitas nos últimos anos no domÃnio da proteção civil”.
No que toca à s duas outras dimensões, José Luis Carneiro, referiu “o rejuvenescimento” da estrutura de proteção civil, com a abertura do concurso para novos elementos e a valorização da capacidade operacional, corporizada hoje na assinatura do contrato para a aquisição dos veÃculos.
À margem da cerimónia o ministro precisou que “a proteção civil nacional tem cerca de 40 milhões de euros de investimento em curso, nomeadamente na implementação dos comandos sub-regionais e no seu desenvolvimento ao nÃvel das suas infraestruturas, materiais e tecnológicas”.
De acordo com o governante cerca de 14 milhões de euros são destinados à aquisição de 81 veÃculos táticos operacionais para a força especial de proteção civil e para associações humanitárias.
O ministro estimou ainda um investimento de sete milhões de euros em equipamentos de proteção individual para os bombeiros portugueses e “um investimento expressivo na capacitação de recursos humanos por intermédio da Escola Nacional de Bombeiros, num esforço que ultrapassará os mais de 3.000 bombeiros que irão ser capacitados”.
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