Força Aérea de Taiwan procura piloto que se ejetou de um caça F-16

Pequim, 07 jan 2026 (Lusa) — As autoridades de Taiwan lançaram uma operação para localizar um piloto que se ejetou de um caça F-16 durante uma missão de treino, ao largo da costa leste da ilha, anunciou hoje a Força Aérea.

O piloto, identificado como Hsin Po-yi e com patente de capitão, descolou da base aérea de Hualien às 18:17 de terça-feira (10:17, em Lisboa) para uma missão de treino de rotina, tendo sido forçado a ejetar-se da aeronave cerca de uma hora depois, pelas 19:29, a cerca de 18,5 quilómetros do município de Fengbin, segundo um comunicado militar.

O Ministério da Defesa ativou de imediato um centro de resposta de emergência e mobilizou meios navais, aéreos e terrestres para as operações de busca. O ministro da Defesa, Wellington Koo, ordenou a mobilização total dos recursos disponíveis e a cooperação entre diferentes organismos do Estado.

Segundo a Força Aérea, o piloto acumulava 611 horas de voo, 371 das quais em F-16.

A Guarda Costeira mobilizou nove embarcações para a zona do acidente, lançou quatro boias de deriva para apoio às buscas e contactou um navio mercante que navegava a cerca de 10 milhas náuticas do local para ajudar nas operações.

As condições meteorológicas adversas dificultam os trabalhos: a região está sob influência de uma massa de ar frio continental, com ventos de força 6 a 7, rajadas até força 9, ondulação de até três metros e queda acentuada de temperatura ao final do dia, segundo a Guarda Costeira.

As autoridades também pediram ao ministério da Agricultura que alerte os barcos de pesca que operam na zona para colaborarem nas buscas.

Os F-16, de fabrico norte-americano, constituem a espinha dorsal da Força Aérea de Taiwan. Em 2019, Taipé comprou 66 unidades adicionais aos EUA, por cerca de 8 mil milhões de dólares (6,8 mil milhões de euros), operando atualmente mais de uma centena de aparelhos de versões anteriores.

A principal missão dos caças é a interceção de aeronaves militares chinesas que entram na zona de identificação de defesa aérea da ilha, uma ocorrência cada vez mais frequente.

 

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