
Redação, 13 jul 2022 (Lusa) — O incêndio que deflagrou na terça-feira em Gambelas, perto da Universidade do Algarve, está parcialmente dominado, concentrando-se agora o seu combate na zona da Quinta do Lago, onde continuam a ser deslocadas pessoas preventivamente.
“Neste momento, a nossa prioridade é a zona da Quinta do Lago”, disse o Comandante Operacional Distrital, Richard Marques, num ponto de situação feito à s 11:00 no posto de comando operacional instalado na Universidade do Algarve (Campus Gambelas).
Para o comandante das operações de combate ao incêndio que começou à s 23:30 de terça-feira no concelho de Faro e que depois evoluiu para o de Loulé, “há um esforço conjunto no sentido de rapidamente se conseguir estabilizar” o fogo que, “neste momento, já tem parcialmente aquilo que é 50 a 60% consolidados”.
De acordo com este responsável, continuam a ser “deslocadas preventivamente” pessoas da zona da Quinta do Lago e anteriormente foram deslocadas cerca de 20 pessoas de um parque não licenciado com caravanas móveis.
O incêndio deflagrou perto do polo das Gambelas da Universidade do Algarve e do recinto onde decorre, a partir de quinta-feira, a Concentração Internacional de Motos de Faro e tinha à s 12:40 mobilizados 287 operacionais, com o apoio de 104 veÃculos e um meio aéreo.
Inicialmente, o fogo desenvolveu-se em duas frentes: uma virada a noroeste, no sentido do Laranjal, e uma outra para sudoeste no sentido da Quinta do Lago e do Vale das Almas.
Segundo Richard Marques, houve um quadro meteorológico “muito desfavorável” durante a noite com uma temperatura de cerca de 30 graus, um vento constante de 26 quilómetros por hora com rajadas acima dos 40 quilómetros e uma humidade relativa do ar abaixo dos 40%.
“Durante a noite foi possÃvel estabilizar a frente noroeste”, explicou o Comandante Operacional Distrital, acrescentando que, mesmo assim, ela continua num “processo de consolidação”.
A frente sudoeste foi “parada” na Estrada das Salinas, mas continuam os trabalhos de luta dos bombeiros.
“Vamos continuar a ter um contexto meteorológico desfavorável, mas estamos empenhados para que rapidamente possamos estabilizar este incêndio e passar para uma situação de consolidação”, resumiu Richard Marques, ao mesmo tempo que alertava que “ainda há muita coisa para resolver”.
Portugal continental está em situação de contingência até à s 23:59 de sexta-feira devido à s previsões meteorológicas, que apontam para o agravamento do risco de incêndio, com temperaturas que podem ultrapassar os 45º em algumas partes do paÃs.
A situação de contingência corresponde ao segundo nÃvel de resposta previsto na lei da Proteção Civil e é declarada quando, face à ocorrência ou iminência de acidente grave ou catástrofe, é reconhecida a necessidade de adotar medidas preventivas e ou especiais de reação não mobilizáveis no âmbito municipal.
A maioria dos distritos de Portugal continental estão sob aviso vermelho, o mais grave, devido ao tempo quente, com mais de uma centena de concelhos em perigo máximo de incêndio rural, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera.
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