
Castelo Branco, 26 jul (Lusa) – A associação ambientalista Quercus disse hoje que o incêndio que atingiu o monumento natural de Portas de Ródão, no concelho de Vila Velha de Ródão, destruiu flora única, como o zimbro, que pode levar 200 anos a recuperar.
“As consequências do incêndio naquela zona são catastróficas, sobretudo para a flora, pois o zimbro não tem capacidade de regenerar e pode levar mais de 200 anos a recuperar. Ao nível da fauna, trata-se de uma zona que tinha a maior colónia de abutres do país, com 33 casais de grifos”, afirmou à agência Lusa Samuel Infante, da Quercus.
O ambientalista, que classificou esta destruição pelo fogo como uma catástrofe, explicou que na zona estava um casal de abutre preto, outro de abutre do Egito, um casal de águias de Bonelli (espécie em perigo de extinção) e dois casais de cegonhas pretas, além de outras espécies.
