
Nuijamaa, Finlândia, 07 set 2026 (Lusa) – A Finlândia inaugurou hoje uma barreira com 200 quilómetros, ao longo da sua fronteira com a Federação Russa, para dissuadir Moscovo de “instrumentalizar” migrantes a desestabilizar.
O país nórdico encerrou a sua fronteira de 1.340 quilómetros com a Federação Russa em dezembro de 2023, depois da chegada de mais de 1.300 migrantes sem documentação.
A situação acalmou desde então, com apenas alguns casos isolados de entrada ilegal. Não obstante, os pontos de passagem terrestre situados no traçado continuarão fechados “até nova ordem”.
“Hoje, a situação está calma, mas tensa e não sabemos o que o amanhã nos reserva”, disse à AFP a ministra finlandesa do Interior, Mari Rantanen.
As suas declarações foram feitas no sudeste da Finlândia, perto do posto fronteiriço Nuijamaa, cujas atividades cessaram há três anos.
Em todo o caso, “as coisas podem mudar rapidamente muito rapidamente, pelo que devemos preparados”, acrescentou
A ministra falava ao lado de um troço da fronteira em arame farpado, com uma altura de 4,5 metros, instalado em zonas estratégicas e equipado com câmaras.
Em 2023, a Finlândia acusou a Federação Russa de lhe fazer uma “guerra hibrida”, através da organização da chegada de pessoas de países terceiros à sua fronteira, alegações que o Kremlin rejeitou.
Estes acontecimentos ocorreram meses depois de a Finlândia ter acabado com décadas de não-alinhamento militar, ao entrar na NATO em abril de 2023.
Barreiras similares foram erigidas na Letónia, Lituânia e Polónia, ao longo das suas fronteiras com a Bielorrússia, assim que na Estónia, na fronteira com a Federação Russa.
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