
Vila Nova de Famalicão, Braga, 14 jan 2026 (Lusa) – O candidato presidencial LuÃs Marques Mendes considerou hoje que “finalmente a sondagem da rua começa a aparecer nas sondagens das televisões” e afirmou que não se deslumbra com as boas nem desanima com as más.
O candidato apoiado por PSD e CDS-PP começou por dizer que “pensava que esta campanha eleitoral era mais para trocar e debater ideias”, mas tem sido “para discutir sondagens”.Â
“Finalmente, hoje mesmo, parece que a sondagem da rua começa a aparecer nas sondagens das televisões. E porquê? Andando eu de norte a sul do paÃs já há vários dias, sinto a sondagem da rua, o calor humano, o entusiasmo, o apoio”, disse.
O candidato falava num comÃcio em Vila Nova de Famalicão, no distrito de Braga, num auditório do Instituto Politécnico de Saúde do Norte, que contou a presença do lÃder do PSD e primeiro-ministro, LuÃs Montenegro.
“Hoje, finalmente, saiu uma sondagem, agora, ao fim da tarde, que diz que eu estou em segundo lugar, próximo do primeiro lugar, e isso dá-me o conforto de dizer que parece que a sondagem da rua começa de facto a aparecer nas sondagens”, defendeu.
LuÃs Marques Mendes ressalvou que não se “deslumbra com as boas sondagens, nem desanima com as más sondagens” e voltou a defender que “está tudo em aberto nestas eleições” e que as sondagens demonstram isso mesmo.
Esta posição surge no dia em que foi divulgada uma sondagem da Intercampus para o Correio da Manhã, CMTV e Now que dá LuÃs Marques Mendes em segundo lugar, depois de nos últimos dias os estudos divulgados serem poucos favoráveis ao candidato, prevendo que não passaria a uma eventual segunda volta.
Neste discurso, o candidato voltou a deixar um alerta aos eleitores: “O voto em mim, se apreciam alguma coisa das minhas qualidades, tem que ser já na primeira volta. Porque senão pode acontecer a eventualidade de não chegar à segunda volta e o desejo não se concretiza”.
“Nesta matéria adiar é complicado. Voto na segunda volta pode ser complicar tudo, não podemos facilitar”, salientou, insistindo no apelo ao voto útil.
O candidato defendeu também que, “com o mundo perigoso como está, com o mundo instável, incerto, inseguro como está, a Presidência da República não pode ser um exercÃcio de precipitação, não pode ser um exercÃcio de imaturidade”.Â
“Na Presidência da República não pode estar alguém que não tem experiência suficiente. Nós não estamos em tempo de aventuras, de experimentalismos ou de tiros no escuro. Não é uma questão partidária, é uma questão nacional”, considerou.
LuÃs Marques Mendes agradeceu ainda a presença e o apoio de LuÃs Montenegro, bem como a sua “atitude e postura de lealdade e de solidariedade, nos bons e nos maus momentos”.
“É o primeiro-ministro de Portugal, eu espero ser o Presidente da República, mas não tenho qualquer tipo de complexos relativamente a ter este seu apoio, que é um apoio que muito me sensibiliza”, afirmou.
Antes, falou o presidente da Câmara de Vila Nova de Famalicão, Mário Passos, que a certa altura do seu discurso apelou a todos que votassem no próximo domingo “em LuÃs Montenegro”, gafe que rapidamente corrigiu.
“Disse LuÃs Montenegro? Também ficava bem”, considerou o autarca, com o primeiro-ministro a responder que também já se chamaram muitas vezes em campanha LuÃs Marques Mendes.
No final dos discursos, tocou o hino nacional pela primeira vez desde o arranque do perÃodo oficial da campanha, que Marques Mendes e LuÃs Montenegro ouviram e acompanharam no palco.
Na quarta-feira, LuÃs Campos Ferreira, membro da comissão polÃtica da candidatura, desvalorizou as sondagens negativas para Marques Mendes e defendeu que é preciso “um abanão” para as últimas 72 horas de campanha, que “valem tudo”.
“As contas não se fazem nas sondagens, as contas fazem-se no fim do jogo, olhando para o histórico das sondagens nas várias eleições, tentam prever mas a maior parte das vezes não conseguem. LuÃs Marques Mendes, vá em frente tem aqui a sua gente”, afirmou.
Â
Â
FM/SMA //Â JPS
Lusa/Fim



