
Lisboa, 03 ago 2020 (Lusa) — A Festa do Jazz regressa em setembro, para a 18.ª edição, realizando-se pela primeira vez no Centro Cultural de Belém (CCB), em Lisboa, com os concertos a serem transmitidos em direto ‘online’, foi hoje anunciado.
Num comunicado hoje divulgado, no qual anuncia que a 18.ª edição se realiza em 12 e 13 de setembro no Pequeno Auditório do CCB, a organização refere que “face à s condições atuais da pandemia, esta edição da Festa do Jazz não terá público presencial, porém todos os conteúdos serão disponibilizados gratuitamente nas plataformas da RTP Palco – todos os conteúdos Festa do Jazz 2020 estarão disponÃveis nesta plataforma, além dos concertos serem transmitidos em direto”.
À semelhança de edições anteriores, haverá “concertos e outras atividades que permitem refletir sobre o momento que esta área da cultura vive atualmente”, mostrando “o melhor da música improvisada portuguesa”.
Recordando que “desde a sua primeira edição que a Festa do Jazz se dedica a apoiar e cuidar dos músicos de jazz portugueses”, a organização salienta que “em 2020 esse apoio torna-se ainda mais urgente e relevante devido à s dificuldades que os técnicos, produtores, músicos e todos os envolvidos nesta área enfrentam”.
“Assim, a Festa do Jazz 2020 associa-se ao Fundo de Solidariedade com a Cultura lançado pela Santa Casa, GDA, Audiogest e GEDIPE através da recolha de donativos, via website Associação Sons da Lusofonia, que revertem a 100% para o fundo”, lê-se no comunicado.
Na 18.ª edição, a programação arranca com a apresentação do “Livro Festa do Jazz”, que conta a história do evento, “que, em muitos pontos, se confunde com a história contemporânea do jazz em Portugal, e traça o perfil de alguns dos seus intervenientes”.
Para dia 13 está marcado o debate “Portugal, Jazz e a questão racial”, que conta com a participação do ativista Mamadou Ba e das cantoras Maria João e Selma Uamusse.
Lembrando que o jazz tem na sua génese uma forte ligação à s comunidades negras, aos seus ritmos e formas de interpretação musical, a organização refere que neste debate “pretende recuperar-se essas referências históricas, trazendo-as para a atualidade de forma a refletir sobre o momento atual no que diz respeito à s questões raciais, mas também de diferença de género”.
A programação musical inclui atuações de, entre outros, Tomás Marques Quarteto, Andy Sheppard Quarteto, João Barradas a solo, Susana Santos Silva e Angélica Salvi, Sound of Desire (trio de Ricardo Toscano), Maria João e Carlos Bica e uma homenagem a Bernardo Sassetti, com a participação de João Mortágua (saxofone alto), João Pedro Coelho (piano), Carlos Barretto (contrabaixo) e Alexandre Frazão (bateria).
Tal como em anos anteriores, a programação da 18.ª Festa do Jazz inclui o Encontro Nacional de Escolas, “permitindo que os jovens novos talentos do jazz nacional possam mostrar o seu trabalho e valor, integrados numa programação de excelência”.
Este ano participam no encontro: JB Jazz Clube, Art’J – Jobra, JAHAS Rockschool Porto, Curso Profissional de Instrumentista de Jazz da Bemposta, ESMAE – Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo, Universidade LusÃada de Lisboa e Universidade de Évora.
Da programação faz parte também a entrega dos Prémios RTP/Festa do Jazz, “que promove a música improvisada portuguesa e dá a conhecer ao público os melhores músicos nacionais de cada ano”.
Com organização da Associação Sons da Lusofonia, a 18.ª edição da Festa do Jazz realiza-se com o apoio da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, a Direção-Geral das Artes, do CCB e do DST Group.
Em 2019, depois de 15 edições no Teatro São Luiz (entre 2003 e 2017) e uma em vários espaços do Bairro Alto (em 2018), a Festa do Jazz, uma iniciativa da Associação Sons da Lusofonia, decorreu nos vários espaços do Capitólio, no Parque Mayer.
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