
Copenhaga, 19 set 2021 (Lusa) — O presidente da Federação Portuguesa de Canoagem (FPC), VÃtor Félix, considerou hoje que a sua modalidade devia ser “mais apoiada”, sendo até uma “aposta estratégica” do paÃs em termos do “sucesso desportivo”.
“Tem que haver um reconhecimento por parte da administração pública desportiva no que diz respeito ao financiamento no alto rendimento, porque estamos aqui com nove atletas mais dois [da paracanoagem] num campeonato do Mundo e era desejável que estivessem muitos mais”, disse o dirigente, à Lusa.
VÃtor Félix falava depois da canoagem ter conseguido o seu melhor desempenho de sempre em Mundiais, com cinco medalhas — uma de ouro, em distância olÃmpica, três de prata e uma de bronze -, defendendo que um reforço da aposta na “eficácia comprovada do trabalho da FPC” resultaria em ainda melhores resultados internacionais.
“Estamos muito preocupados com a renovação dos grandes valores da canoagem portuguesa e isso só se faz com mais financiamento, para trazermos jovens canoÃstas a estas competições para ganharem ritmo competitivo. Infelizmente, nem sempre o financiamento é o suficiente para trazermos mais atletas”, lamentou
Fernando Pimenta, João Ribeiro, Emanuel Silva e Teresa Portela são atletas da melhor geração da canoagem lusa, todos já na casa dos 30 anos.
O nono lugar de Portugal no medalheiro foi destacado pelo facto de ter sido conseguido por “cerca de um terço” dos canoÃstas que outras nações, com desempenho semelhante, trouxeram a Copenhaga.
“A canoagem devia ser uma aposta estratégica do desenvolvimento desportivo do paÃs. Devia haver um maior entrosamento entre o alto rendimento do IPDJ [Instituto Português do Desporto e da Juventude] e do COP [Comité OlÃmpico de Portugal] para podermos trazer mais atletas e assim podermos ir fazendo a renovação da canoagem de forma mais tranquila”, completou.
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