
Nova Iorque, 31 jul 2025 (Lusa) – A bolsa nova-iorquina encerrou hoje em baixa, penalizada por fortes descidas de empresas farmacêuticas, após o Presidente Donald Trump exigir que estas desçam os seus preços.
Depois de uma sessão que decorreu maioritariamente em terreno positivo, o Dow Jones acabou em baixa de 0,7% e o alargado S&P500 a recuar 0,4%. O tecnológico Nasdaq deslizou ligeiros 0,1%.
Aproximadamente 70% das ações do S&P 500 perderam terreno, sendo que as empresas de saúde representam o maior peso no comportamento do mercado.
As ações do setor da saúde caÃram a pique depois de a Casa Branca ter divulgado cartas a solicitar que as grandes empresas farmacêuticas reduzissem os preços e fizessem outras alterações nos próximos 60 dias.
A Eli Lilly & Co. caiu 2,6%, a UnitedHealth Group recuou 6,2% e a Bristol-Myers Squibb recuou 5,8%.
Os ganhos de algumas grandes ações tecnológicas ajudaram a atenuar o impacto do declÃnio do mercado em geral.
A Meta Platforms subiu 11,3% depois de a empresa-mãe do Facebook e do Instagram ter superado as previsões dos analistas para vendas e lucros, enquanto investe milhares de milhões de dólares em inteligência artificial.
A Microsoft subiu 3,9% depois de também ter divulgado resultados melhores do que os analistas esperavam.
A pioneira do software também deu aos investidores uma atualização encorajadora sobre a sua plataforma de computação em nuvem Azure, que é uma peça central dos seus esforços de inteligência artificial.
As grandes empresas tecnológicas têm sido regularmente a força motriz por detrás de grande parte dos ganhos do mercado, devido ao entusiasmo pelo futuro da inteligência artificial.
A nÃvel macroeconómico, o Departamento do Comércio informou que os preços subiram 2,6% em junho em comparação com o ano anterior, medido pelo Ãndice de despesas com consumo pessoal.
A leitura mais recente do indicador, o preferido da Reserva Federal para a inflação, foi ligeiramente superior às expectativas dos economistas e marca também um aumento face ao ritmo anual de 2,4% em maio.
Os resultados de outra medida de inflação no inÃcio deste mês, o Ãndice de preços ao consumidor, também mostraram que a inflação subiu em junho.
A evolução da inflação está a ser monitorizada de perto pelas empresas e pela Fed para avaliar melhor o impacto da abordagem intermitente do Presidente Donald Trump em relação aos impostos sobre as importações.
Empresas como a Ford e a Hershey’s alertaram mais recentemente que as tarifas estão a pesar sobre os seus resultados financeiros mais recentes e projetados.
Trump afirmou que vai aplicar tarifas sobre produtos de dezenas de paÃses a partir de sexta-feira, caso não cheguem a acordos com os Estados Unidos durante o dia de hoje.
Os últimos desenvolvimentos no cenário tarifário aparentemente imprevisÃvel incluem uma possÃvel pausa na escalada tarifária com a China e um acordo com a Coreia do Sul.
No entanto, Trump afirmou hoje que entraria num perÃodo de negociação de 90 dias com o México sobre o comércio, uma vez que as tarifas de 25% permanecem em vigor.
A incerteza sobre as taxas e a inflação levou a Fed a manter inalterada a sua taxa de juro diretora nas últimas cinco reuniões do banco central, incluindo a que terminou na quarta-feira.
A Fed tem tentado reduzir a taxa de inflação para a sua meta de 2%, mas esta continua teimosamente estagnada acima desse nÃvel.
“A inflação está apenas um pouco acima do objetivo da Fed, mas parece provável que suba no segundo semestre devido à s tarifas”, disse Bill Adams, economista-chefe do Comerica Bank.
PDF // RBF
Lusa/fim



