
Pequim, 26 abr 2026 (Lusa) — As exportações chinesas de automóveis elétricos para o Brasil dispararam 221% em termos homólogos em abril, para 38.144 unidades, tornando o país sul-americano o principal destino desta categoria, segundo dados alfandegários divulgados pela Associação Chinesa de Automóveis de Passageiros.
O Brasil liderou também as exportações totais de automóveis chineses em abril, com 121.766 unidades, à frente da Rússia, Bélgica, Austrália e Reino Unido, sendo igualmente o principal destino dos veículos de nova energia, com 92.482 unidades.
O país sul-americano ultrapassou a Bélgica como principal mercado de destino dos veículos chineses de nova energia, categoria que inclui elétricos puros, híbridos e outros modelos eletrificados.
Espanha recebeu em abril 11.750 veículos de nova energia exportados pela China, mais 39% do que no mesmo mês do ano passado, figurando entre os dez principais destinos nesta categoria, atrás do Brasil, Bélgica, Austrália, Reino Unido, Filipinas, Tailândia, Coreia do Sul, Alemanha e Índia.
A União Europeia continuou a ser um dos principais destinos dos veículos elétricos chineses. A Bélgica recebeu em abril 35.646 automóveis elétricos, mais 79% em termos homólogos, enquanto a Alemanha importou 7.925 unidades, um aumento de 110%.
Globalmente, a China exportou 940 mil automóveis em abril, mais 52% do que há um ano e mais 21% face a março. Nos primeiros quatro meses do ano, as exportações atingiram 3,26 milhões de unidades, uma subida homóloga de 51%.
O crescimento internacional dos fabricantes chineses ocorre num contexto de forte concorrência interna, excesso de capacidade e guerras de preços no mercado doméstico, fatores que transformaram as exportações numa via essencial de crescimento para o setor.
Nos últimos anos, a expansão das marcas chinesas provocou respostas tarifárias em mercados como os Estados Unidos e levou algumas empresas a procurar formas de produção local.
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