
Jerusalém, Israel, 20 jan 2026 (Lusa) – O Exército israelita emitiu hoje novas ordens de evacuação no sul da Faixa de Gaza, adiantou o Gabinete das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA).
“O OCHA informa que o exército israelita lançou panfletos em Beni Sujaila, a leste de Khan Younis, localizada a leste da chamada ‘linha amarela’, ordenando à população que se retire imediatamente”, pode ler-se no comunicado da agência da ONU.
A agência estima que mais de 400 famÃlias permaneçam na área e observa que, até à data, os trabalhadores humanitários não observaram qualquer movimentação de pessoas.
O gabinete da ONU sublinhou que estas ordens surgem numa altura em que milhares de pessoas em Gaza permanecem sem abrigo adequado, depois de recentes tempestades terem afetado cerca de 80 locais de deslocados na Faixa e danificado ou destruÃdo os abrigos de pelo menos 4.000 famÃlias.
O OCHA afirmou ainda que “os civis devem ser protegidos em todos os momentos e ter a possibilidade de fugir em segurança quando são emitidas ordens de evacuação”.
“Além disso, devem poder regressar à s suas casas quando as condições o permitirem”, acrescentou.
Desde que o cessar-fogo em Gaza entrou em vigor, em 10 de outubro de 2025, o Exército israelita tem realizado demolições diárias de edifÃcios dentro do perÃmetro que permanece sob o seu controlo, abrangendo mais de 50% do enclave.
Este perÃmetro é demarcado pela chamada ‘linha amarela’, uma fronteira imaginária para a qual as tropas israelitas retiraram no inÃcio da trégua.
Das 466 pessoas mortas em Gaza por ataques israelitas desde o inÃcio da trégua, segundo as autoridades de saúde de Gaza, a maioria morreu quando se aproximava da chamada ‘linha amarela’.
A guerra em Gaza foi desencadeada pelo ataque de 7 de outubro de 2023 do Hamas a Israel, no qual cerca de 1.200 pessoas foram mortas e 251 sequestradas.
A retaliação de Israel, iniciada horas mais tarde no mesmo dia, fez mais de 71.400 mortos e mais de 171.000 feridos, na maioria civis, de acordo com números atualizados (incluindo as vÃtimas das quebras do cessar-fogo por Israel) pelas autoridades locais, que a ONU considera fidedignos.
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