
Jerusalém, 10 dez 2024 (Lusa) – O exército israelita anunciou hoje ter efetuado cerca de 480 ataques nas últimas 48 horas contra alvos militares estratégicos na SÃria, na sequência da queda do Presidente Bashar al-Assad, deposto pelos rebeldes islamitas.
“Nas últimas 48 horas, o exército atacou a maior parte dos arsenais de armas estratégicas na SÃria, impedindo que caÃssem nas mãos de elementos terroristas”, informou o exército em comunicado.
Os ataques visaram 15 navios de guerra, baterias antiaéreas, aeródromos e dezenas de locais de produção de armas em Damasco, Homs, Tartus, Latakia e Palmyra.
Foram ainda neutralizadas “armas estratégicas”, incluindo vários tipos de mÃsseis, ‘drones’, aviões de combate, helicópteros de ataque, radares, tanques, entre outros.
O exército afirmou também ter conduzido “ataques aéreos contra 130 ativos na SÃria, incluindo depósitos de armas, estruturas militares, lançadores de foguetes e posições de tiro”.
A Força Aérea israelita realizou centenas de ataques aéreos na SÃria desde o colapso do regime de al-Assad, destruindo armas quÃmicas e depósitos de mÃsseis de longo alcance.
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu confirmou a autorização para que os aviões israelitas destruam as “capacidades militares estratégicas” de al-Assad, asilado em Moscovo, para evitar que “caiam nas mãos dos jihadistas”.
O exército israelita confirmou anteriormente a destruição mais de 70% das capacidades militares estratégicas do antigo Governo de Bashar al-Assad na SÃria, incluindo depósitos de mÃsseis, aviões de combate, tanques e radares.
As forças israelitas negaram categoricamente relatos de um alegado avanço dos seus tanques em direção a Damasco, afirmando que as forças permanecem dentro da zona desmilitarizada no sul do paÃs, onde foram posicionadas no inÃcio da manhã de domingo, e em algumas áreas adjacentes, tanto do lado israelita como do lado sÃrio da fronteira.
Netanyahu deixou claro que Israel não tem qualquer intenção de interferir nos assuntos internos da SÃria, mas que fará “o que for necessário” para a sua segurança.
O ministro da Defesa israelita, Israel Katz, reiterou hoje que as tropas israelitas pretendem criar uma zona de segurança, livre de armas pesadas, além da atual zona desmilitarizada que Israel e a SÃria acordaram no seu acordo de desarmamento de 1974.
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