
Bruxelas, 28 set 2026 (Lusa) — O excedente do comércio agroalimentar da União Europeia (UE) teve um aumento homólogo de 2,9 mil milhões de euros, no primeiro semestre, para 30,1 mil milhões de euros, divulga hoje a Comissão Europeia.
As exportações acumuladas de janeiro a junho totalizaram 117,2 mil milhões de euros (ME), o que representa uma descida de 2% em relação a 2025, devido principalmente à diminuição do valor das exportações de produtos de cacau, carne de suíno e azeite.
No que respeita ao azeite, as exportações de azeitonas e azeite registaram uma queda homóloga de 432 milhões de euros (-13%), devido à descida dos preços do azeite (-6%) e dos volumes (-7%), em particular para os EUA, mas também para o Canadá, a Austrália e o Japão.
A Comissão destaca também que as exportações para o Egito aumentaram 22%, impulsionadas principalmente pelo trigo, as exportações para a Ucrânia subiram 10%, com o maior aumento nas bebidas espirituosas e para a Turquia subiram 7%, alavancadas pela carne de vitela e de vaca.
As exportações de outros produtos de origem animal aumentaram 549 milhões de euros, cerca de 11%, enquanto as bebidas espirituosas e licores subiram 470 milhões de euros.
Por outro lado, as importações agroalimentares baixaram 3,6% para 93,4 mil ME, face ao primeiro semestre de 2025.
As importações acumuladas de produtos agroalimentares na UE atingiram os 108,6 mil milhões de euros, o que representa uma diminuição de 4,5 mil milhões de euros em termos homólogos.
O valor das importações de cacau oriundas da Costa do Marfim caiu 21%, ao passo que o valor das importações provenientes dos Camarões e da Nigéria diminuiu 46% em ambos os casos.
Entre as categorias de produtos, as importações de café, chá, cacau e especiarias caíram 4,8 mil milhões de euros, uma diminuição de 19%, enquanto o valor das importações de cereais desceu 11% e o das importações de laticínios 19%.
Em contrapartida, o valor das importações de fruta e frutos de casca rija aumentou 587 milhões de euros (cerca de 3%), tendo também registado subidas o valor das importações de produtos não comestíveis para uso técnico, bem como de margarina e outros óleos e gorduras.
O Reino Unido, Estados Unidos e Suíça mantêm-se como principais mercados das exportações agroalimentares da UE e o Brasil, Estados Unido e Reino Unido os mais importantes na origem das importações.
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