
Lisboa, 23 jan (Lusa) — O comandante do Regimento de Engenharia n.º 1 (RE1), responsável pela segurança no dia do furto de Tancos, confirmou hoje que não foram feitas rondas aos paióis de armamento na noite do roubo, em 2017.
Na audição na comissão parlamentar de inquérito ao furto de Tancos, o coronel João Paulo de Almeida afirmou ser um “facto inegável” que o RE1 tinha “a missão de garantir a segurança” e “não cumpriu a missão a 100%”.
“Se não, não tinha havido a intrusão”, afirmou o coronel de infantaria aos deputados da comissão.
E já quanto à s rondas, que o jornal Público noticiou, em 2017, que não foram feitas durante 20 horas no dia do furto, o oficial admitiu que não foram feitas entre o “inÃcio da noite de dia 27 [de junho] e o inÃcio da tarde de dia 28 [de junho]”.
O furto do material militar, entre granadas, explosivos e munições, dos paióis de Tancos foi noticiado em 29 de junho de 2017.
O caso do furto de armas em Tancos ganhou importantes desenvolvimentos em 2018, tendo sido detidos, numa operação do Ministério Público e da PolÃcia Judiciária, sete militares da PolÃcia Judiciária Militar (PJM) e da GNR, suspeitos de terem forjado a recuperação do material em conivência com o presumÃvel autor do roubo.
A comissão de inquérito para apurar as responsabilidades polÃticas no furto de material militar em Tancos tem previstas audições a mais de 60 personalidades e entidades, vai decorrer até maio de 2019, e é prorrogável por mais 90 dias.
NS (SF) // ZO
Lusa/fim



