
Bucareste, 21 set 2026 (Lusa) – O polÃtico ultra nacionalista da Roménia Calin Georgescu, cuja candidatura à s eleições presidenciais do paÃs em 2024 foi anulada, encontra-se detido no âmbito de uma investigação sobre um alegado delito milionário contra empresários romenos.
Georgescu foi detido hoje pela polÃcia quando se dirigia para uma piscina e transportado para casa, na localidade de Mogosoaia, perto de Bucareste.
De acordo com a emissora Digi 24, a operação policial incluiu cinco mandados de busca na capital e arredores.
Calin Georgescu deve ser interrogado ainda hoje na sede da Direção de Investigação ao Crime Organizado e Terrorismo (DIICOT), em Bucareste.
As autoridades acusaram o polÃtico de orquestrar delitos financeiros que supostamente causaram prejuÃzos superiores a um milhão de euros.
A acusação alegou que o polÃtico de 64 anos atuou como lÃder de um trio — composto também por outro romeno e um cidadão italiano.
Os três indivÃduos, segundo a polÃcia, operavam desde 2021 na Roménia e no Reino Unido como um grupo de “crime organizado” para cometer “fraudes com consequências particularmente graves e de forma continuada”.
Os suspeitos apresentaram-se como empresários capazes de obter financiamentos de “milhões de euros” e solicitavam garantias à s vÃtimas para alegados empréstimos no estrangeiro.
Num caso concreto, prometeram a uma pessoa um financiamento de seis milhões de euros, seguido de outro de 15 milhões de euros.
A vÃtima, que apresentou queixa, terá transferido garantias no valor de mais de 1,1 milhões de euros.
Com um perfil eurocéptico e pró-Rússia, Georgescu atraiu a atenção internacional depois de ter vencido inesperadamente a primeira volta das eleições presidenciais romenas no final de 2024.
O Tribunal Constitucional da Roménia anulou a candidatura devido à interferência de “um ator estatal estrangeiro” — em referência à Rússia — e ordenou a repetição de todo o processo eleitoral.
A Justiça abriu vários processos contra Georgescu, incluindo acusações de alegado atentado contra a ordem constitucional, alegado branqueamento de capitais e propaganda antissemita e extremista.
Â
PSP // MAG
Lusa/Fim



