
A administração norte-americana propôs a aplicação de uma tarifa adicional de 10% sobre o Canadá e outros paÃses, na sequência de uma investigação sobre o combate ao trabalho forçado nas cadeias de abastecimento globais.
O anúncio foi feito pelo gabinete do Representante Comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, que acusa vários parceiros comerciais de não aplicarem medidas suficientes para impedir a entrada de bens produzidos com recurso a trabalho forçado.
A proposta inclui ainda uma taxa de 12,5% sobre dezenas de outros paÃses considerados com legislação parcial ou insuficiente nesta matéria.
Em resposta, o primeiro-ministro canadiano, Mark Carney, afirmou em Ottawa que o governo vai avançar com nova legislação para reforçar o combate ao trabalho forçado. Sublinha que o Canadá já dispõe de um enquadramento legal nesta área.
Carney rejeita a entrada de bens associados a estas práticas e defende uma ação coordenada a nÃvel internacional para eliminar o trabalho forçado e o trabalho infantil.
Segundo Washington, a proposta enquadra-se na Secção 301 da Lei de Comércio de 1974 e resulta de investigações iniciadas em março.
As autoridades norte-americanas defendem que alguns paÃses, incluindo o Canadá, apresentam nÃveis insuficientes de aplicação das regras, apontando falhas na divulgação de dados de fiscalização.
As novas tarifas não deverão abranger produtos incluÃdos no acordo comercial USMCA/CUSMA.
A medida ainda não entrou em vigor e terá de passar por consultas públicas, com audições previstas para julho.
Com o aumento da tensão comercial entre Washington e Ottawa, o governo canadiano assegura que acompanha o processo e prepara resposta diplomática.Â



