
Minneapolis, Estados Unidos, 25 jun 2021 (Lusa) — Um juiz rejeitou hoje o pedido do ex-polÃcia Derek Chauvin para um novo julgamento no caso da morte de George Floyd.
O juiz Peter Cahill negou hoje esse pedido, afirmando que o advogado de defesa, Eric Nelson, não mostrou sinais de ter abusado da sua posição e de ter negado a Chauvin um julgamento justo.
Chauvin, de 45 anos, então agente policial de Minneapolis, imobilizou George Floyd no chão de uma rua daquela cidade norte-americana, a 25 de maio de 2020, por suspeita de ter passado uma nota falsa de 20 dólares, mantendo um joelho sobre o seu pescoço durante nove minutos e meio e ignorando-o enquanto este dizia “Não consigo respirar”.
Um vÃdeo da morte de Floyd captado por uma transeunte denunciou o caso e desencadeou protestos contra o racismo e a brutalidade policial em Minneapolis, alguns dos quais violentos, que rapidamente alastraram a todo o mundo.
Deverá ser conhecida hoje a sentença do ex-polÃcia Derek Chauvin pelo homicÃdio de George Floyd, assim encerrando o caso que gerou indignação ao nÃvel global e uma consciencialização das desigualdades raciais nos Estados Unidos.
O ex-polÃcia enfrenta décadas na prisão, com vários juristas prevendo uma pena de entre 20 e 25 anos.
Embora seja esperado que Chauvin recorra da sentença, ele será ainda julgado por acusações federais de direitos civis, juntamente com outros três agentes policiais como ele despedidos do departamento de polÃcia de Minneapolis, que terão ainda de ser sujeitos a julgamento ao nÃvel estadual.
Derek Chauvin foi condenado por homicÃdio involuntário em segundo grau, homicÃdio em terceiro grau e homicÃdio doloso em segundo grau.
De acordo com a lei do Estado do Minnesota, ele será apenas ser sentenciado pelo mais grave dos crimes por que foi condenado, que tem uma sentença máxima de 40 anos.
Mas a jurisprudência determina que uma pena de 30 anos é, na prática, a sentença máxima que o juiz Peter Cahill poderá impor sem correr o risco de a mesma ser anulada em segunda instância.
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