
Washington, 20 jul 2025 (Lusa) – O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, exigiu no sábado que as autoridades sÃrias impeçam a chegada de “jihadistas violentos” ao sul do paÃs, palco de confrontos intercomunitários há uma semana.
As autoridades sÃrias devem usar as “forças de segurança para impedir que o Estado Islâmico e outros jihadistas violentos entrem na região e cometam massacres”, escreveu Rubio na rede social X.
O grupo Estado Islâmico assumiu o controlo de vastas áreas dos territórios sÃrio e iraquiano no inÃcio da guerra civil, que eclodiu em 2011, proclamando a criação de um “califado” transfronteiriço em 2014.
As forças curdas sÃrias, apoiadas pelos Estados Unidos, derrotaram-no em 2019, mas os fundamentalistas islâmicos mantiveram uma presença, especialmente no vasto deserto sÃrio.
As forças governamentais “também devem responsabilizar e levar à justiça qualquer pessoa culpada de atrocidades, incluindo nas suas próprias fileiras”, escreveu ainda o chefe da diplomacia norte-americana.
“Os combates entre grupos drusos e beduÃnos na região também devem cessar imediatamente”, exigiu.
A violência entre grupos drusos e beduÃnos sunitas, que eclodiu em 13 de julho na região de Sweida, sul da SÃria, causou 940 mortes, de acordo com o Observatório SÃrio dos Direitos Humanos (OSDH), uma organização com sede em Londres que conta com uma vasta rede de fontes em todo o paÃs.
As autoridades sÃrias anunciaram no sábado um cessar-fogo na provÃncia de Sweida e começaram a destacar forças com o objetivo de restabelecer a paz, mas jornalistas da agência France-Presse ainda observaram tiroteios, incêndios e saques durante o dia.
De acordo com o OSDH, os combatentes drusos retomaram o controlo da cidade de Sweida, mas os combates continuam no resto da provÃncia.
Na capital da provÃncia de Sweida vivem cerca de 100 mil pessoas, um quarto da população da região, que faz fronteira, a sul, com a Jordânia.
Os drusos são uma minoria religiosa da SÃria, que segue uma fé abraâmica que tem traços próximos do judaÃsmo e do cristianismo, mas com hábitos culturais árabes.
Mais de metade dos cerca de um milhão de drusos em todo o mundo vive na SÃria. A maioria dos restantes reside no LÃbano e em Israel, incluindo nos Montes Golã, território capturado por Israel à SÃria na guerra do Médio Oriente de 1967 e anexado em 1981.
Após a queda do regime do presidente sÃrio Bashar al-Assad, em dezembro, surgiram preocupações quanto ao destino das minorias étnicas no paÃs sob o novo governo de transição sÃrio, liderado por Ahmad al-Sharaa, um antigo lÃder rebelde islamita.
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