
Washington, 21 mar 2026 (Lusa) — As Forças Armadas dos Estados Unidos garantiram hoje que “reduziram” a ameaça iraniana no Estreito de Ormuz, após o bombardeamento, esta semana, de uma instalação subterrânea que albergava, entre outros equipamentos, mísseis de cruzeiro.
“Não apenas destruímos a instalação, como também eliminámos estações de inteligência e retransmissores de radar de mísseis que eram usados para monitorizar os movimentos de navios”, disse o chefe do Comando Central dos EUA (CENTCOM), almirante Brad Cooper, num vídeo publicado no X.
O CENTCOM já havia relatado na terça-feira que o bombardeamento foi realizado na costa iraniana usando bombas anti-bunker, ogivas com mais de duas toneladas projetadas para penetrar profundamente em alvos enterrados.
“O regime iraniano usava essa instalação subterrânea reforçada para armazenar secretamente mísseis de cruzeiro anti-navio, lançadores móveis de mísseis e outros equipamentos que representavam uma séria ameaça à navegação internacional”, disse o almirante.
Segundo Brad Cooper, “a capacidade do Irão de ameaçar a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz e em redor é reduzida”.
“Não vamos parar de perseguir esses alvos”, acrescentou.
Na sexta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que está a ponderar “reduzir gradualmente” as operações no Médio Oriente contra “o regime terrorista iraniano”, poucas horas depois de declarar que não queria um cessar-fogo.
O bloqueio de facto do Irão no Estreito de Ormuz, em retaliação pelos ataques dos Estados Unidos e de Israel contra Teerão desde 28 de fevereiro, desencadeou uma grave crise no comércio internacional, particularmente no setor de hidrocarbonetos, fazendo subir os preços em todo o mundo.
Num vídeo divulgado exatamente três semanas após o início da guerra, Cooper relatou que as forças armadas norte-americanas atingiram 8.000 alvos iranianos, “no maior ataque a uma marinha desde a Segunda Guerra Mundial”.
Em 28 de fevereiro, os Estados Unidos e Israel iniciaram uma guerra contra o Irão, que já teve consequências em vários países, como os Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Qatar, Bahrein, entre outros, que foram atingidos por bombardeamentos.
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