
Kiev, 22 jan 2022 (Lusa) – Um primeiro lote de 90 toneladas de armamento letal norte-americano chegou hoje a Kiev, quando permanecem num impasse as negociações entre Washington e Moscovo sobre o reforço militar russo na fronteira com a Ucrânia.
“A primeira de várias remessas, num total de 200 milhões de dólares em assistência de segurança à s forças armadas da Ucrânia, autorizada pelo presidente (Joe) Biden em dezembro, chegou ao aeroporto de Borispol, em Kiev”, disse a embaixada dos Estados Unidos em Kiev numa mensagem no Facebook.
A entrega faz parte do fornecimento de ajuda militar adicional a Kiev numa altura de tensão na fronteira com a Rússia e “demonstra o firme compromisso” de Washington quanto ao direito de autodefesa da Ucrânia, assinala a nota.
Os Estados Unidos prometeram que vão continuar a apoiar o exército ucraniano no seu “esforço contÃnuo” para defender a soberania e a integridade territorial “da agressão russa”.
O armamento norte-americano chega à Ucrânia poucos dias depois da visita a Kiev do secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, que prometeu no passado dia 19 um aumento da ajuda militar à Ucrânia face a uma eventual invasão russa.
Segundo a embaixada norte-americana, no ano passado, Washington apoiou Kiev com ajuda militar no valor de 650 milhões de dólares.
O ministro da Defesa da Ucrânia, Oleksiy Reznikov, agradeceu hoje aos Estados Unidos e, em particular ao secretário da Defesa, Lloyd Austin, pela assistência militar a Kiev e pelo apoio “incondicional”.
A cooperação militar com Washington vai prosseguir, adiantou Reznikov, na rede social Twitter.
Numa tentativa de atenuar a tensão em torno da Ucrânia, Blinken e o seu homólogo russo, Serguei Lavrov, reuniram-se na sexta-feira em Genebra, sem que essa reunião tenha produzido resultados concretos.
Quando outros paÃses prometem enviar apoio militar para a Ucrânia, a ministra da Defesa alemã, Christine Lambrecht, disse que Berlim não vai, de momento, optar por fazer isso, em linha com a sua polÃtica de proibição de envio de armas letais para zonas de conflito.
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