EUA agradecem ao Equador por apoiar “combate contra o narcoterrorismo”

Washington, 07 jan 2026 (Lusa) – O Governo dos Estados Unidos agradeceu na terça-feira ao Equador por colaborar no “combate contra o narcoterrorismo”, durante uma conversa por telefone entre o secretário de Estado, Marco Rubio, e o presidente equatoriano, Daniel Noboa.

Rubio agradeceu a Noboa por comprometer-se em manter a segurança regional, de acordo com um comunicado emitido pelo Departamento de Estado norte-americano.

O responsável forneceu detalhes sobre a operação militar em Caracas, que resultou na captura do Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e da mulher, Cilia Flores, que foram levados para território norte-americano, onde estão a ser julgados por um tribunal federal em Nova Iorque.

O Equador junta-se à Argentina, ambos com governos de direita, como aliados dos Estados Unidos, que têm sido publicamente destacados após a captura do líder venezuelano, que suscitou múltiplas críticas da comunidade internacional.

Ao contrário da Argentina e do Equador, outras nações da região, como México, Colômbia, Brasil, Uruguai e Chile, rejeitaram publicamente a ação militar unilateral liderada pelos Estados Unidos em Caracas, considerando-a uma ameaça à soberania e à democracia regional.

Os Estados Unidos lançaram no sábado um ataque contra a Venezuela para capturar o líder venezuelano e a mulher e anunciaram que vão governar o país até se concluir uma transição de poder.

Delcy Rodríguez, vice-presidente executiva de Maduro, assumiu a presidência interina do país com o apoio das Forças Armadas.

Na segunda-feira, Maduro e a mulher prestaram breves declarações num tribunal de Nova Iorque para responder às acusações de tráfico de droga, corrupção e branqueamento de capitais e ambos declararam-se inocentes. A próxima audiência está marcada para 17 de março.

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, afirmou que “Portugal respeita sempre e acha que se deve respeitar a legalidade e a Carta das Nações Unidas”, sublinhando que há “aspetos benignos” da intervenção dos Estados Unidos na Venezuela, desde logo “a queda de Maduro”.

A comunidade portuguesa e lusodescendentes na Venezuela, na sua maioria da Madeira, é estimada em meio milhão de pessoas.

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