
Viana do Castelo, 09 ago 2022 (Lusa) — O presidente da Câmara de Viana do Castelo disse hoje que a estação de comboios da cidade, construÃda no século XIX, vai ser transformada em hotel por um investidor local e que o projeto está em fase de licenciamento.
Em declarações aos jornalistas, no final da reunião camarária de hoje, durante a qual foi questionado sobre o projeto, pela bancada do PSD e da CDU, LuÃs Nobre adiantou que “a Infraestruturas de Portugal (IP), proprietária do imóvel, entendeu dar uso a um espaço que está devoluto há mais de uma década”.
O autarca socialista garantiu que as funções e serviços, atualmente, a funcionar na estação de caminhos-de-ferro “não vão desaparecer, mas serão transferidos para outro local”.
“A bilheteira, o bar e outros serviços, vão manter-se. Não podia ser de outra forma. Ninguém ia fazer um investimento de 90 milhões de euros na modernização da Linha do Minho para depois prejudicar esse investimento”, sustentou.
Segundo LuÃs Nobre, o empresário, que já tem uma unidade hoteleira na cidade, “propôs à IP a refuncionalização do edifÃcio em unidade hoteleira, tendo concretizado essa intenção, sendo que, “posteriormente o municÃpio foi informado do projeto”.
“O municÃpio concorda. Faz sentido refuncionalizar aquele imóvel histórico, desde que se garanta e, foi dada essa segurança, que as atuais funções da estação não são prejudicadas. No fundo, trata-se de uma valorização de um edifÃcio que passará a ter uma função dinamizadora, não só da atividade hoteleira, mas também das sinergias que vai criar e na revitalização de toda a envolvente”, especificou.
A agência Lusa contactou a IP e aguarda informações sobre o contrato de cedência do imóvel e das caracterÃsticas do investimento em causa.
O autarca adiantou que “o municÃpio tem estado a acompanhar o processo de licenciamento, juntamente com Direção Regional de Cultura do Norte (DRCN)”.
“O projeto inicial está a ser alterado porque inicialmente previa algumas alterações ao nÃvel da cobertura. A DRCN e a Câmara entenderam que não podiam ser efetuadas. O objetivo é manter a fachada e as caracterÃsticas históricas do imóvel”, referiu.
LuÃs Nobre adiantou que “as unidades hoteleiras criadas em contexto histórico são temáticas e apelam à memória, à s experiências da cidade onde se instalam”.
“Neste caso há um elemento muito forte que é toda a mÃstica da atividade ferroviária no concelho e, naquele local em concreto, que se vai perpetuar”.
Questionado sobre o montante do investimento, LuÃs Nobre disse desconhecer, adiantando apenas que a nova unidade hoteleira “terá sempre que ter mais de 40 quartos, caso contrário não será sustentável”.
“A cidade precisa daquele espaço revitalizado, com dinâmicas que atraiam novos visitantes”, frisou.
O autarca adiantou existir uma “manifestação de interesse de um empresário de Viana do Castelo para a aquisição do edifÃcio dos CTT, na principal avenida da cidade.
O investidor, que já investiu em regeneração urbana na mesma avenida, pretende transformar o imóvel dos CTT para unidades de habitação.
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