
No C.D. Howe Institute, o Conselho do Ciclo Económico (Business Cycle Council) afasta, para já, a hipótese de recessão no Canadá, apesar de dois trimestres consecutivos de contração do Produto Interno Bruto.
Os economistas sublinham que não existem, para já, sinais de fragilidade generalizada ou persistente na economia que justifiquem essa classificação, acrescentando que os dados poderão ainda ser revistos nos próximos meses.
Apesar da contração do PIB, mais de metade dos setores económicos registou crescimento no primeiro trimestre de 2026, o que aponta para um abrandamento da atividade e não para uma quebra transversal da economia.
No mercado de trabalho, os indicadores mostram alguma resiliência. O Canadá criou cerca de 88 mil postos de trabalho em maio e a taxa de desemprego recuou para 6,6 por cento, depois de ter subido no mês anterior.
O debate político mantém-se intenso. Os conservadores acusam o governo liberal de conduzir o país para uma recessão generalizada, enquanto o primeiro-ministro Mark Carney defende que a economia atravessa uma fase de transição, marcada por crescimento desigual e menor dependência dos Estados Unidos.
O Conselho do Ciclo Económico admite voltar a analisar a situação caso surjam sinais mais amplos de fragilidade, tanto no PIB como no emprego.
Para já, os especialistas afastam o cenário de recessão formal, embora a incerteza económica continue a marcar as perspetivas para os próximos meses, num contexto ainda condicionado pela revisão do acordo comercial CUSMA.
