
Madrid, 30 abr 2019 (Lusa) — O governo espanhol expressou hoje apoio ao “processo democrático pacÃfico” na Venezuela, desejando que não ocorra “derramamento de sangue”, referindo-se ao apelo de Guaidó dirigido aos militares.
A porta-voz do governo de Pedro Sánchez, Isabel Celáa, afirmou, numa conferência de imprensa, que o Executivo de Madrid desconhecia os movimentos do presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó.
A porta-voz era questionada na conferência de imprensa do Conselho de Ministros depois de Juan Guaidó – reconhecido como presidente interino da Venezuela por meia centena de Estados – ter anunciado que “a famÃlia militar deu, de uma vez por todas, o passo” para o “fim definitivo da usurpação” que Nicolás Maduro faz do governo de Caracas.
Celaá assinalou que Espanha defende a realização imediata de eleições na Venezuela e acrescentou que Pedro Sánchez acompanha de perto os acontecimentos no paÃs.
O Presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, anunciou hoje que os militares deram “finalmente e de vez o passo” para acompanhá-lo e conseguir “o fim definitivo da usurpação” do Governo do Presidente Nicolás Maduro.
“O 01 de maio, o fim definitivo de usurpação, começou hoje”, disse Guaidó num vÃdeo publicado na sua conta na rede social Twitter, no qual se pode ver o Presidente interino com um grupo de soldados na base de La Carlota, a leste de Caracas.
“São muitos os militares. A famÃlia militar de uma vez (por todas) deu o passo. A todos aqueles que estão a ouvir-nos: é o momento, o momento é agora, não só de calma, mas de coragem e sanidade para que chegue a sanidade à Venezuela. Deus os abençoe, estamos a avançar. Vamos recuperar a democracia e a liberdade na Venezuela, referiu Guaidó.
Nesse vÃdeo, Juan Guaidó chamou à s ruas todos os venezuelanos que nas últimas semanas se comprometeram a demonstrar nas ruas que exigem a saÃda de Nicolas Maduro, Presidente e chefe de Governo contestado.
“Contamos com o povo da Venezuela de hoje, as forças armadas estão claramente do lado das pessoas, estão do lado da Constituição, leais ao povo da Venezuela, à s suas famÃlias, ao futuro, ao progresso”, disse Guaidó.
“Hoje, como Presidente da Venezuela, como legÃtimo comandante-em-chefe das forças armadas, convoco todos os soldados, toda a famÃlia militar, para se juntar a nós neste gesto, como sempre temos feito no âmbito da Constituição, no quadro da luta não violenta”, garantiu no vÃdeo em que aparece acompanhado pelo lÃder da oposição Leopoldo López.
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