
Madrid, 22 mar (Lusa) — Espanha encabeça a lista de mortos por atentados terroristas realizados em paÃses da União Europeia (UE) entre 2000 e 2018, com um total de 268 vÃtimas, seguida da França, com 263, e do Reino Unido, com 121.
Os números fazem parte da terceira edição do Livro Branco e Negro do Terrorismo na Europa, elaborado por iniciativa da eurodeputada do partido espanhol União, Progresso e Democracia (UPyD) Maite Pagazaurtundúa.
O trabalho, que analisa as vÃtimas mortais em solo da UE e os europeus mortos fora da União em atentados terroristas naquele perÃodo, foi apresentado hoje pela eurodeputada.
O Reino Unido, com 630 vÃtimas mortais no total (dentro e fora da UE) é o paÃs com mais cidadãos mortos devido ao terrorismo, seguido da França (444), Espanha (317) e Alemanha (118).
Se se contarem apenas os atentados em território da União, a Espanha sobe para o primeiro lugar com as referidas 268 vÃtimas mortais, 236 nacionais de paÃses da UE e 32 de outros paÃses.
Em relação à autoria dos atentados, o estudo atribui à rede terrorista Al-Qaida e suas ramificações 558 assassÃnios e ao grupo extremista Estado Islâmico e organizações que o seguem 432.
A organização radical basca ETA contabiliza no mesmo perÃodo 58 assassÃnios, o também espanhol GRAPO (Grupos de Resistência Antifascista Primeiro de Outubro) quatro mortos e diversos grupos norte-irlandeses, tanto unionistas como republicanos, 31.
O Afeganistão foi o paÃs onde mais europeus morreram naquele perÃodo, 640, devido à s ações militares da coligação internacional desde 2001.
Maite Pagazaurtundúa disse que o estudo tem dados sobre 1.868 pessoas mortas, 753 em atentados em território europeu e 1.115 em atos terroristas fora das fronteiras da UE.
Do total de 1.868 mortos, 74% eram homens e 22% mulheres, ficando quatro por cento por especificar devido à falta de dados.
Além da eurodeputada, estiveram presentes na apresentação do estudo Fernando Reinares, principal investigador e diretor do Programa sobre Radicalização Violenta e Terrorismo Global do Real Instituto Elcano, e Florencio Dominguez, diretor do espanhol Centro para a Memória das VÃtimas de Terrorismo.
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