
Uma nova fase de escassez global de chips de memória, essenciais para telemóveis e outros dispositivos, está a provocar aumento de preços e dificuldades na produção de equipamentos eletrónicos.
Estes chips, que guardam informação nos dispositivos, tornaram-se mais caros e escassos à medida que cresce a procura por memória especializada para centros de dados de inteligência artificial e grandes infra-estruturas tecnológicas.
Fabricantes como a Apple têm afirmado que estão “limitados” na oferta destes componentes, o que dificulta equilibrar a procura com a produção disponível. O preço da memória tem subido de forma significativa e isto pode acabar por ser transmitido aos consumidores nos custos dos aparelhos finais.
Relatórios de empresas de pesquisa indicam que os preços de memória podem ter aumentado até 90 % em comparação com períodos recentes, enquanto as expedições globais de chips avançados destinados a telefones inteligentes estão previstas em queda devido a estas tensões de mercado.
Especialistas explicam que a elevada procura por chips de memória não se limita aos telemóveis. Dispositivos como automóveis elétricos, computadores e robótica também competem pelo mesmo tipo de componentes, intensificando a pressão nas cadeias de fornecimento.
Algumas das maiores empresas de tecnologia estão a tentar mitigar os efeitos. Relatórios sugerem que fabricantes de PC estão a considerar fontes alternativas de memória.
Estudos de mercado apontam ainda que as vendas de smartphones poderão regredir com os preços a aumentarem caso os custos da memória continuem elevados.
A situação sublinha a complexidade das cadeias de abastecimento globais e como a crescente prioridade dada à tecnologia de inteligência artificial pode alterar o equilíbrio entre oferta e procura de componentes eletrónicos essenciais.
