
Maputo, 08 jan 2026 (Lusa) – Um total de 85 pessoas morreram, 70 ficaram feridas e outras 105.126 foram afetadas desde outubro, na atual época de chuvas, em Moçambique, indica um relatório do instituto moçambicano de gestão de desastres.
De 01 de outubro, quando se iniciou a presente época de chuvas, até quarta-feira, 07 de janeiro, pelo menos 20.749 famÃlias foram afetadas pelo mau tempo em Moçambique, com registo de ventos fortes e chuvas intensas, acompanhadas de descargas atmosféricas e consequentes cheias, inundações, incêndios e cólera.
Segundo o Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) de Moçambique, no mesmo perÃodo, um total de 9.851 casas ficaram total e parcialmente destruÃdas e outras 8.969 inundadas, além de 13 unidades hospitalares e 39 casas de culto afetadas.
No setor da educação, a época chuvosa afetou 42.606 alunos, 688 professores, 312 salas de aula, 122 escolas e 27 blocos administrativos, e, na agricultura, mais de 6.400 hectares de áreas agrÃcolas foram afetados, 17,69 hectares perdidos, afetando 2.866 agricultores.
De acordo com o INGD, pelo menos 832 animais, entre bovinos, caprinos e aves, morreram, 86 postes de energia tombaram e 20 quilómetros de estrada foram afetados pelas intempéries.
A época das chuvas, que decorre até abril, já obrigou à abertura de 15 centros de acomodação em Moçambique, dos quais 11 foram entretanto encerrados, permanecendo quatro ainda ativos, tendo albergado um cumulativo de 4.303 pessoas.
Moçambique está em plena época chuvosa, um perÃodo que tem sido marcado por alertas de chuvas e ventos fortes, principalmente nas zonas centro e sul do paÃs, com as autoridades a ativarem ações de antecipação à s cheias e inundações naquelas regiões.
O paÃs africano enfrenta, ciclicamente, cheias e ciclones tropicais durante a época das chuvas, além de perÃodos prolongados de seca severa, sendo, por isso, considerado um dos mais afetados pelas alterações climáticas globais.
Nas últimas chuvas, entre 2024-2025, Moçambique foi atingido pelos ciclones Chido, Dikeledi e Jude que causaram a morte de pelo menos 313 pessoas, feriram 1.255 e afetaram mais de 1,8 milhões, segundo o Presidente moçambicano, Daniel Chapo.
Já entre 2019 e 2023, os eventos extremos provocaram pelo menos 1.016 mortos em Moçambique, afetando cerca de 4,9 milhões de pessoas, segundo dados do Instituto Nacional de EstatÃstica.
Â
LN // CAD
Lusa/Fim



