
Luanda, 11 jul 2024 (Lusa) — Pelo menos 768 pessoas morreram afogadas em Angola na época balnear 2023-2024, um aumento de 13% em relação à época anterior, com os menores dos zero aos 9 anos entre as principais vÃtimas, anunciaram hoje os bombeiros.
De acordo com o relatório da época balnear em Angola, relativo ao perÃodo entre 15 de agosto de 2023 e 15 de maio de 2024, no decurso de nove meses foram registadas 768 mortes por afogamentos em zonas balneares, mais 105 mortes em relação ao perÃodo homólogo.
As provÃncias de Benguela, Cuanza Sul, Cuando-Cubango, Lunda Norte, Lunda Sul, Huambo e HuÃla representam cerca de 68% dos casos registados nesse perÃodo.
Luanda, capital angolana, registou o maior número de incidência de afogamentos nos mares.
A faixa etária dos zero aos 9 anos lidera o Ãndice de afogamentos, devido à falta de supervisão por parte dos adultos, seguindo-se os adolescentes e jovens dos 10 aos 25 anos, com praias marÃtimas, fluviais, cacimbas e lagos como os principais ambientes dos afogamentos.
No relatório apresentado hoje em conferência de imprensa, o Serviço Nacional de Proteção Civil e Bombeiros (SNPCB) afirma que a estatÃstica “não reflete a real situação”, tendo em conta a existência de “casos notificados por desaparecimento sem confirmação de óbito”.
CaracterÃsticas socioeconómicas das populações, fraca fiscalização das zonas proibidas por insuficiência de meios, ausência de uma legislação especÃfica sobre Segurança Balnear, o desrespeito da sinalização das zonas proibidas de prática balnear e falta de barreiras para o controlo de acesso à s crianças são apontados como fatores de vulnerabilidade.
Aos jornalistas, o porta-voz do SNPCB de Angola, Wilson Baptista, disse que os efetivos da corporação estão sem legitimidade para responsabilizar cidadãos que utilizam as praias proibidas, referindo, no entanto, que o projeto de lei sobre a segurança balnear está já concluÃdo.
“Este projeto de lei de segurança balnear a nÃvel do SNPCB já está concluÃdo, foi já remetido ao Ministério do Interior para as necessárias revisões e neste momento o documento já foi remetido à Casa Militar [do Presidente da República] e corre os seus tramites”, afirmou.
DYAS // MLL
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