
Lisboa, 16 abr 2025 (Lusa) – O envelhecimento das populações pressiona a economia, mas medidas desenhadas para incentivar o envelhecimento saudável poderão dar um impulso de 0,4 pontos percentuais, em média, ao crescimento anual da economia mundial, calcula o Fundo Monetário Internacional (FMI).
No capÃtulo do World Economic Outlook dedicado à s implicações do envelhecimento e à economia ‘prateada’, que designa a economia de pessoas com mais de 50 anos, divulgado hoje, o FMI destaca a importância de polÃticas “que apoiem o envelhecimento saudável, aumentem a participação na força de trabalho entre os idosos e eliminem as disparidades de género na força de trabalho”.
“Ao alavancar estratégias relacionadas com essas polÃticas, os paÃses podem aproveitar o potencial da economia prateada para impulsionar o crescimento e reconstruir reservas orçamentais enquanto se atravessam turbulências demográficas”, argumenta a instituição.
Segundo as estimativas do FMI, projeta-se que o envelhecimento saudável adicione cerca de 0,4 pontos percentuais (p.p.) ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), em média, entre 2025 e 2050. Já uma combinação de polÃticas de oferta de mão de obra poderia impulsionar o crescimento anual do PIB global em cerca de 0,6 p.p. nos próximos 25 anos, “compensando quase três quartos da redução causada pela demografia durante esse perÃodo”.
“Uma abordagem polÃtica multifacetada pode aumentar a oferta de mão de obra, impulsionar o crescimento e aliviar as pressões orçamentais com o envelhecimento da população global”, lê-se no documento.
Ainda assim, a instituição alerta que, “embora o envelhecimento saudável compense parcialmente o impacto negativo das adversidades demográficas, o crescimento do PIB global desacelerará significativamente ao longo do século XXI, e muitos paÃses precisarão de esforços consideráveis para estabilizar a relação dÃvida pública/PIB”.
A gravidade da diminuição no crescimento devido ao envelhecimento populacional varia amplamente entre os paÃses, nota o FMI, sendo que economias avançadas com populações relativamente mais velhas, como o Japão, verão as suas economias encolher.
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