
Lisboa, 28 ago 2026 (Lusa) – Dois portugueses dados como desaparecidos na sequência da inundação devastadora no Nepal e no Tibete foram “localizados em segurança”, mas há dois novos desaparecimentos, elevando o total para três, anunciou hoje o Governo.
“Foram localizados em segurança dois cidadãos nacionais (os dois irmãos dados como desaparecidos ontem) mas contam-se dois novos desaparecimentos”, indicou Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE), numa nota enviada à agência Lusa.
De acordo com a diplomacia portuguesa, estão desaparecidos três cidadãos nacionais, um homem e duas mulheres, incluindo a primeira cidadã reportada.
Segundo o mais recente balanço, o número total de mortos subiu hoje para 469 e as equipas de resgate continuavam a procurar mais de 1.300 desaparecidos após a catástrofe.
Do lado chinês, a catástrofe causou três mortos e deixou 558 pessoas desaparecidas, entre as quais 260 estrangeiros.
Na quinta-feira, as autoridades nepalesas resgataram 445 pessoas com vida, entre as quais 27 estrangeiros.
A polÃcia do Nepal emitiu hoje um alerta de inundação, depois de ter sido informada de que um lago no vizinho território chinês do Tibete tinha rompido.
A vaga de água e lama atingiu por volta das 09:15 locais (04:30 em Lisboa) o rio Bhotekoshi a partir da zona tibetana e afetou com particular gravidade as localidades de Timure, Rasuwagadhi e Syabrubesi, segundo fontes oficiais.
A água atingiu também o território chinês.
Dezenas de imagens de câmaras de vigilância mostram pequenas povoações, albufeiras, pontes e outras infraestruturas a serem completamente destruÃdas quando o rio que as atravessa sobe repentinamente, enquanto dezenas de pessoas correm a tentar fugir das inundações.
As autoridades mobilizaram as forças de segurança e as equipas de emergência enquanto tentavam determinar a dimensão dos estragos e localizar as pessoas que permaneciam incontactáveis.
A cheia atingiu com especial intensidade o distrito de Rasuwa, no norte do Nepal, onde a massa de água varreu as localidades de Timure, Rasuwagadhi e Syabrubesi, junto a uma das principais passagens terrestres para o Tibete.
O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) registou um sismo de magnitude 4,4, mas posteriormente reclassificou o evento como um deslizamento.
O deslizamento, segundo o USGS, teve uma magnitude 5,2 e ocorreu a cerca de 55 quilómetros a noroeste de Kodari, no Nepal.
O Governo do Nepal declarou as áreas afetadas como zona de catástrofe por um perÃodo de três meses e ordenou a mobilização de helicópteros militares e privados para as operações de busca e salvamento, além de garantir assistência médica gratuita aos feridos e acelerar a reparação das estradas, da rede elétrica e das telecomunicações.
DGYP (JPI/VQ/) // VM
Lusa/Fim



