
Lisboa, 13 fev 2026 (Lusa) — As empresas sediadas nos 68 municÃpios onde foi declarada situação de calamidade foram responsáveis, no ano passado, pela exportação de 15,2% dos bens nacionais, segundo dados do INE.
Num destaque hoje publicado, sobre estes municÃpios, o Instituto Nacional de EstatÃstica (INE) indicou que em 2025, as empresas sediadas nestes municÃpios foram responsáveis por 15,2% das exportações nacionais de bens e por 12.085,7 milhões de euros (dados preliminares).
Segundo o INE, no setor do alojamento turÃstico, estes municÃpios concentravam 14,9% dos estabelecimentos em atividade (1.263 unidades), 11,5% da capacidade instalada (58,3 mil camas) e 8,9% das dormidas registadas no paÃs (7,3 milhões).
De acordo com a mesma informação, em 2024, nestes municÃpios estavam 15,8% das empresas não financeiras, 14% do pessoal ao serviço e 13,8% do volume de negócios.
Já em termos setoriais, destacaram-se a agricultura e pescas e a indústria e energia, com o maior peso relativo no pessoal ao serviço e no volume de negócios, bem como a indústria e energia e o comércio, com maior expressão no número de empresas.
Paralelamente, segundo o recenseamento agrÃcola de 2019, estes municÃpios concentravam 22% das explorações agrÃcolas, 20% do volume de trabalho agrÃcola e 14% da superfÃcie agrÃcola utilizada.
Já na produção pecuária, “o peso relativo era particularmente expressivo”, indicou o INE, com 60% do efetivo nacional de suÃnos e 52% das aves.
“Apesar de concentrarem uma menor proporção da superfÃcie agrÃcola utilizada, estes municÃpios assumem um peso significativo na produção pecuária nacional”, destacou.
De acordo com o INE, “em 2021, cerca de 1,8 milhões de pessoas (17,0% da população residente em Portugal) viviam nos 68 municÃpios onde foi declarada situação de calamidade, que concentravam também 19% dos alojamentos do paÃs”.
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