
Xangai, 09 jun 2024 (Lusa) – Várias empresas estão “a preparar provas” para solicitar ao Governo da China a abertura de uma investigação aos subsÃdios da União Europeia (UE) a algumas exportações de laticÃnios, disse a imprensa oficial chinesa.
Numa mensagem publicada, no sábado, na rede social X (antigo Twitter), que está bloqueada na China continental, o jornal oficial do Partido Comunista Chinês, o Global Times, citou uma fonte não identificada “com conhecimento do setor”.
A notÃcia surgiu num contexto de crescentes tensões comerciais entre a China e Bruxelas.
Em 26 de maio, o Global Times publicou uma mensagem semelhante, citando também uma fonte não identificada “com conhecimento do setor”, que garantia que empresas chinesas iriam pedir uma investigação antidumping contra importações de carne de porco da UE.
Dias antes, a Câmara de Comércio da China na UE disse ter sido “informada por especialistas do setor” de que Pequim estaria a ponderar aumentar as taxas alfandegárias sobre veÃculos com motores de grande cilindrada, em preparação contra a possÃvel decisão da UE de penalizar os elétricos chineses.
Em outubro, Bruxelas abriu uma investigação sobre os subsÃdios públicos que Pequim concede aos veÃculos elétricos, por temer que o mercado esteja a ser inundado por veÃculos com preços “artificialmente baixos”.
A decisão mereceu o protesto de Pequim, que a descreveu como um caso de “protecionismo flagrante”.
A UE deverá informar este mês os exportadores chineses se irão impor tarifas adicionais aos veÃculos elétricos.
A imprensa estatal da China recordou que, em 22 de maio, o Ministério do Comércio chinês anunciou uma investigação antidumping contra as importações de copolÃmero de polioximetileno, um material frequentemente utilizado pelo setor automóvel, proveniente dos EUA, da UE, do Japão e de Taiwan.
No mesmo dia, o Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês garantiu que “o desenvolvimento e a abertura da China à Europa e ao mundo é uma oportunidade, não um risco”, e que o protecionismo “não pode resolver os problemas da UE”.
“A UE e a China devem resolver questões económicas e comerciais concretas através do diálogo e de consultas”, disse o porta-voz do ministério, Wang Wenbin.
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