
Maputo, 04 set 2025 (Lusa) – A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) pediu hoje reformas das polÃticas monetárias e fiscais, para melhorar as condições de competitividade do setor empresarial a nÃvel continental.
“Nós temos agora poucas empresas a pagarem altos impostos. Se nós pudermos reformar este quadro fiscal podemos alargar a base tributária do Estado e, por conseguinte, o Governo pode arrecadar mais impostos, com mais empresas a produzir mais e a pagarem mais”, disse hoje Onório Manuel, presidente da CTA, à margem de uma audiência com a presidente da Assembleia da República, Margarida Talapa, em Maputo.
O representante destacou a necessidade de o Governo “olhar os grandes empecilhos” na polÃtica fiscal do paÃs e resolvê-los.
“Queremos basear esta reforma naquela que é a condição económica de Moçambique, mas com uma aplicabilidade especÃfica sobre o estágio real daquilo que nós chamamos taxas e taxinhas”, explicou.
De acordo com Onório Manuel, a média do Imposto sobre Valor Acrescentando (IVA) e do Imposto sobre Rendimento de Pessoas Coletivas (IRPC) é alta em Moçambique quando comparados com outros paÃses da região, com um IVA em torno de 16%, contra 14% da região, e um IRPC de 32%, contra 28%.
“Quando temos investidores que querem investir em Moçambique, eles param e fazem estudos de comparação da carga tributária em Moçambique com aquilo que é a carga de outros paÃses. Aqueles paÃses que tiverem uma taxa superior em relação aos outros tornam-se menos competitivos e nós queremos ser um paÃs competitivo”, concluiu.
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