
Berlim, 14 mar 2026 (Lusa) – As emissões de gases com efeito de estufa na Alemanha praticamente estagnaram no ano passado, com uma queda de apenas 0,1% em relação a 2024, anunciou hoje o Ministério do Ambiente alemão, considerando o progresso “muito lento”.
As emissões de gases com efeito de estufa atingiram 649 milhões de toneladas de CO2 equivalente em 2025, segundo dados do ministério, um resultado pior do que a estimativa provisória divulgada em 7 de janeiro pelo grupo de peritos Agora Energiewende.
Este último tinha projetado uma redução de 1,5% face a 2024, atingindo 640 milhões de toneladas de CO2 equivalente em 2025.
Nos anos anteriores, o progresso no combate à s alterações climáticas foi significativamente melhor do que as projeções para 2025 na maior economia da Europa. Assim, em 2024, as emissões de gases com efeito de estufa caÃram 3% em relação ao ano anterior e aproximadamente 10% em 2023.
Apesar desta quase estagnação em 2025, o Ministério do Ambiente alemão acredita que “ainda é possÃvel atingir” a meta climática de 2030 de reduzir as emissões de gases com efeito de estufa em 65% em comparação com os nÃveis de 1990.
No entanto, para atingir este objetivo, as emissões necessitariam de “diminuir em média 42 milhões de toneladas de CO2 equivalente por ano” a partir de 2026, mais de quarenta vezes a redução registada no ano passado.
No ano passado, as emissões de gases com efeito de estufa da Alemanha foram 48% inferiores ao nÃvel de referência de 1990.
É “particularmente urgente” reduzir as emissões nos setores dos transportes e da construção civil para evitar, tanto quanto possÃvel, a compra dispendiosa de licenças de emissão a outros Estados-membros da UE ou o pagamento de multas que ascendem a milhares de milhões de euros, segundo o ministério.
O ministro do Ambiente, Carsten Schneider, do Partido Social Democrata, saudou o “crescente entusiasmo pelas tecnologias de proteção climática”, como os carros elétricos e as bombas de calor.
“E há mais projetos de energia eólica recentemente aprovados do que nunca. Isto dá esperança de que o progresso volte a acelerar nos próximos anos”, acrescentou.
Uma prioridade para o anterior Governo do social-democrata Olaf Scholz, em coligação com os Verdes e os Liberais, a prossecução das metas climáticas parece mais incerta sob a liderança do atual chanceler conservador Friedrich Merz, aliado aos sociais-democratas.
No poder desde maio de 2025, o Governo de Merz defende, em vez disso, um alÃvio das normas ambientais e garantiu um acordo com a UE para aliviar a proibição da venda de novos motores de combustão interna a partir de 2035, uma exigência dos fabricantes de automóveis alemães que ficaram para trás na eletrificação dos veÃculos.
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