
Lisboa, 13 nov (Lusa) – O embaixador angolano em Portugal, Carlos Alberto Fonseca, afirmou hoje que a visita do Presidente de Angola a Portugal, este mês, visa fortalecer e ampliar as relações entre os dois paÃses, vaticinando que será “uma boa visita”.
“[Há] expectativas imensas nas relações entre os dois paÃses. As expectativas são tão grandes quanto as possibilidades que há de cooperação entre os dois paÃses”, disse o embaixador em declarações à imprensa, em Lisboa, à margem da cerimónia de comemoração do Dia de Angola.
“Os objetivos são sempre aqueles de fortalecer, consolidar e ampliar cada vez mais as relações de amizade e cooperação”, disse, Carlos Alberto Fonseca, sobre a visita de João Lourenço a Portugal, que será recebido na Assembleia da República, em Lisboa, em 22 de novembro.
O diplomata lembrou que esta é uma posição “constante da polÃtica externa de Angola e uma constante da polÃtica e da relação entre os dois paÃses”.
Inicialmente prevista para 23 e 24 de novembro, o parlamento formalizou, no inÃcio deste mês, a realização de uma sessão extraordinária de boas vindas ao chefe de Estado angolano, João Lourenço, no dia 22.
“Vai ser uma boa visita, vai ser uma boa visita. Disso podem ter a certeza absoluta”, vaticinou o embaixador.
Durante a cerimónia que assinalou os 43 anos da independência de Angola, em 11 de novembro de 1975, o embaixador angolano sublinhou a importância da independência do paÃs.
“O Estado angolano soube preservar a sua soberania, a unidade da nação e a identidade territorial do paÃs, evoluindo em processos inerentes à sua própria de afirmação e as transformações da sociedade”, assinalou Carlos Alberto Fonseca no seu discurso.
Na celebração em Lisboa, o embaixador sublinhou a crescente importância de Angola nas relações externas.
“O Estado angolano também tem contribuÃdo para a transformação do mundo de forma ativa, quer fazendo ouvir a sua voz ao nÃvel da concertação polÃtica nos mais distintos fóruns internacionais da diplomacia bilateral, quer agindo como um fator de paz e estabilidade, assim promovendo a democracia e o desenvolvimento dos espaços geopolÃticos em que está inserido”, declarou o embaixador, empossado em maio.
Na ótica de Carlos Alberto Fonseca, o atual estado de Angola envolveu, antes, uma capacidade de adaptação à s várias fases que o paÃs viveu nos últimos 43 anos.
“Hoje somos um povo soberano, independente. Um paÃs livre e democrático com bases económico-sociais que se reconstruiu depois de grandes vicissitudes históricas”.
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